A Gestão do Conhecimento na indústria de Oil & Gas

GONÇALO AMARAL (Foto: D.R.)
GONÇALO AMARAL (Foto: D.R.)
GONÇALO AMARAL
(Foto: D.R.)

Ao longo dos anos a indústria de Oil & Gas tem sabido usufruir das vantagens que a Gestão do Conhe­cimento proporciona em momentos de mudança e transformação. Em processos como de fusões e aquisi­ções, avanços tecnológicos rápidos, extensão para a perfuração offsho­re ou foco em temas ambientais, a Gestão do Conhecimento assumiu um papel relevante no garante da eficiência e eficácia das operações. Neste sentido, tem vindo a provar o seu contributo para o aumento do valor de mercado das organizações, pelo aumento das receitas, suporte ao crescimento e inovação, redução do risco e dos custos e retenção do conhecimento.

Após tantos anos de utilização da Gestão do Conhecimento, o concei­to poderá não ser novo, mas para se manter relevante terá de endereçar os novos e crescentes desafios das operações, incluindo a retenção do conhecimento num período em que o envelhecimento da força de traba­lho e a guerra pelo escasso talento é particularmente feroz. Quantas ve­zes não nos deparamos com indícios de debilidades na estratégia e estru­tura de Gestão de Conhecimento existente? Elevados tempos des­pendidos na procura de informa­ção, ou barreiras encontradas nesse processo, ou mesmo incapacidade de encontrar informação necessária e inadequação dos repositórios das mesmas, são apenas alguns exem­plos mais comuns.

Com o desacelerar da economia, a globalização do mercado de traba­lho, as alterações demográficas da força de trabalho e a necessidade de alimentar a inovação sustentada­mente, é imperativo que as organi­zações fortaleçam e capitalizem as capacidades de Gestão de Conhe­cimento e Colaboração, desenvol­vendo e envolvendo a sua força de trabalho.

Neste sentido, as empresas de alto desempenho trabalham com as suas áreas de Recursos Humanos no sen­tido de definir e implementar uma estratégia de retenção de conheci­mento e colaboração, que promova a partilha, a inovação e a produtivi­dade da força de trabalho.

Para que este processo seja efecti­vo, é essencial que sejam pensados e definidos os pilares de uma ade­quada Gestão de Conhecimento e Colaboração: Propósito / Objecti­vos – Conteúdo alvo – Organização necessária – Processos associados – Tecnologia necessária – Cultura e comportamentos requeridos.

Estabelecer o propósito e objec­tivos que a organização espera da Gestão de Conhecimento e Cola­boração é crucial, condicionando todos os outros pilares estratégicos, bem como o foco em termos de força de trabalho alvo e conteúdos críticos, que deverão ser capturados e disponibilizados segundo um es­quema de busca intuitivo e de fácil acesso. Da mesma forma, estabe­lecer uma organização adequada que assegure a manutenção, ac­tualização e dinâmica dos proces­sos de Gestão do Conhecimento e colaboração, é crítico, sob pena do processo definhar com o tempo e tornar-se obsoleto.

A tecnologia de suporte depen­derá das intenções anteriores, bem como das funcionalidades e do nível de integração com os demais siste­mas utilizados na organização. Esta integração deverá permitir o ali­nhamento com a função de forma­ção e desenvolvimento, bem como com os restantes mecanismos e co­laboração desejados (por exemplo, blogs, comunidades, etc.).

Finalmente, a cultura e os com­portamentos serão as componentes mais complexas de ajustar, impli­cando um forte envolvimento da liderança nesse sentido, nomeada­mente pelo promoção e reconhe­cimento dos comportamentos de­sejados.

No entanto, vários são os casos em tais processos que não resultam no esperado, sendo usual depara­mo-nos com deturpações que hi­potecam o propósito de uma estra­tégia de Gestão de Conhecimento e Colaboração, nomeadamente: Con­dicionar a estratégia à tecnologia; Não focar no suporte ao trabalho di­ário dos colaboradores; Aplicar es­tratégias que foram adequadas para outros, não para os próprios; Im­plementação apressada do processo sem que os vários pilares tenham sido adequadamente definidos e es­tabelecidos; Falta de envolvimento e comprometimento da liderança. (opais.ao)

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