A circulação de dinheiro pelas pessoas e pelas empresas

(D.R.).
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Todos os anos, milhões de emigrantes deixam para trás as suas casas e famílias em África, para tentar uma vida viável no estrangeiro. Recentemente, a União Africana passou a reconhecer a Diáspora Africana como a sexta região do continente, completando as cinco regiões tradicionais; nomeadamente o Norte Africano, Oeste Africano, Leste Africano, África Central e África Austral. Todos os anos, estes emigrantes enviam biliões de dólares para casa, para os seus entes queridos.

Dados fornecidos pelo Banco Mundial sugerem que um número estimado de 30 milhões de emigrantes africanos internacionais tenham enviado perto de 60 biliões USD em remessas de todo o mundo só em 2012. Isso equivale a uma parcela significativa do PIB em alguns casos.

Por outro lado, há também uma grande força de trabalho emigrante a entrar para o continente, já que oportunidades em alguns países – como Angola – são exploradas. Angola é o terceiro maior mercado financeiro subsariano, com activos de 70 biliões USD, atrás de Nigéria e África do Sul. Angola foi a economia que mais cresceu no mundo durante os primeiros 10 anos do novo milénio, e continua a estar entre as economias que mais crescem no continente.

Este crescimento tem sido alimentado por significativas entradas de capital de Investimento Estrangeiro Directo (IED), graças às suas substanciais reservas de petróleo e minerais que, segundo a Ernst and Young, correspondem a 45% do PIB e mais de 90% das receitas do governo e exportações. O total de IED nos sectores do carvão, petróleo e gás somam, até agora, mais de 40 biliões USD. Inúmeras indústrias desenvolveram-se em torno destes sectores em significativa expansão, diversificando a economia para além do petróleo e gás e estabelecendo uma plataforma para um futuro sustentável, não dependente dos recursos naturais por si só.

Como resultado, o País está a atrair investidores dos mais variados sectores, incluindo o imobiliário, a construção civil, telecomunicações, serviços financeiros, agro-businesses e produtos de retalho e de consumo. Como os fluxos de IED têm aumentado, o número de trabalhadores imigrantes no País aumentou, com os investidores a enviarem trabalhadores qualificados e semiqualificados para ajudar os locais angolanos a concluir projectos em indústrias tão diversas como o desenvolvimento de infra-estruturas, a agricultura, a educação e o sector imobiliário.

Um dos benefícios que a imigração pode trazer a um país de acolhimento é, sem dúvida, o aumento da oferta de mão-de-obra, o que tende a ter um impacto positivo na produção, na velocidade de crescimento e no PIB de um país. Os imigrantes tendem também a adicionar valor acrescentado à economia, em termos de que o seu próprio consumo de bens e serviços estimule ainda mais essa economia – levando à criação de mais postos de trabalho locais.

Na Western Union, acreditamos que o acesso aos serviços financeiros é um pré- -requisito para o avanço económico. Seja para um indivíduo, para uma família ou para uma empresa de pequeno porte; para enviar ou receber dinheiro através de fronteiras nacionais ou globais; para armazená-lo com segurança ou para aceder a ele convenientemente; até mesmo para fazer pagamentos de bens e serviços, acesso a serviços financeiros não é um luxo para as minorias, mas é uma necessidade de todos.

Pela natureza do nosso negócio, a Western Union ajuda a elevar as pessoas e as economias de todo o mundo. Por exemplo, a Western Union anunciou recentemente a assinatura de um acordo com o Serviço Postal de Angola para fornecer – pela primeira vez – serviços de transferência de dinheiro da Western Union para clientes através da sua rede. Este acordo permite aos seus clientes enviar e receber pagamentos locais e internacionais em minutos pelo Serviço Postal de Angola e pelos postos da Western Union em Angola.

As redes postais tendem a ter um maior alcance nas áreas rurais e remotas que os bancos e são de longe os jogadores com mais potencial para ajudar na expansão do acesso a serviços de remessas. Estamos numa posição única para criar um continente onde todos, em toda a parte, tenham acesso a produtos financeiros que eliminem obstáculos económicos e promovam dignidade financeira completa. Para competir neste mercado dinâmico, a Western Union tem-se transformado numa empresa multicanal, uma empresa com múltiplos produtos.

O nosso objectivo é mover o dinheiro a qualquer hora, em qualquer lugar — de qualquer maneira que os nossos clientes precisem. Este ano marca o 20.º aniversário da Western Union em África. Fomos o primeiro operador de transferência de dinheiro a entrar no mercado africano; e, ao longo dos últimos 20 anos, temos continuado empenhados em conectar os africanos de todo o mundo e em todo o continente com seus entes queridos em casa. Temos agora mais de 33.000 agentes abrangendo mais de 50 países em todo o continente.

Como líder mundial no negócio global de transferência de dinheiro, com uma rede de mais de 500 mil localizações de agentes em mais de 200 países e territórios, em 2014, a Western Union completou 255 milhões de transacções entre consumidores em todo o mundo, movendo 8.500 milhões entre consumidores e 484 milhões em pagamentos comerciais.

Quer seja em localizações de agentes, pagamentos móveis ou online através de westernunion.com, ou até mesmo através de contas bancárias, uma coisa é certa, fornecemos um método rápido, fiável e conveniente de transferir dinheiro por todo o mundo, para pessoas e empresas. (expansao.ao)

Por: Emanuel Kelly-Loulié, Snr. Country Manager – Southern Africa Western Union

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