Zaire: Governo quer regular preço de inertes

VICE-GOVERNADOR PARA O SECTOR ECONÓMICO - ALBERTO SABINO (Foto: Pedro Moniz)

Mbanza Congo – O vice-governador do Zaire para o sector Económico, Alberto Sabino, apelou hoje, sexta-feira, em Mbanza Congo, as empresas envolvidas na exploração de inertes a praticarem preços justos e compatíveis com a capacidade financeira dos cidadãos.

VICE-GOVERNADOR PARA O SECTOR ECONÓMICO - ALBERTO SABINO (Foto: Pedro Moniz)
VICE-GOVERNADOR PARA O SECTOR ECONÓMICO – ALBERTO SABINO (Foto: Pedro Moniz)

Ao intervir num encontro com representantes das empresas do sector geológico-mineiro, Alberto Sabino disse que o governo local tem recebido inúmeras queixas dos cidadãos sobre práticas especulativas de certas empresas na venda de areia, brita, entre outros.

“O governo tem estado a trabalhar no sentido de apoiar os cidadãos a erguerem as suas casas, mas o que nós notamos é que dia pós dia os preços dos inertes vão subindo”, desabafou.

Segundo o governante, existem empresas que detém o monopólio na exploração de inertes na província e que ditam as regras no mercado local, facto que origina a subida vertiginosa dos preços destes materiais de construção civil.

Pediu, por isso, que as empresas fixem preços que ajudem o governo e a população no fomento a auto-construção dirigida e na concretização do sonho de casa própria.

O encontro que termina ainda hoje está a debater, entre outros temas, o licenciamento mineiro e de poços de água, a fiscalização mineira, dados estatísticos do sector geológico-mineiro na região, arrecadação de impostos, diversificação das actividades mineiras com a criação de indústrias transformadoras no sector.

Estão igualmente em apreciação assuntos relativos à regularização da comercialização de inertes na região, às responsabilidades sociais das empresas geológico-mineiras junto das comunidades e condições jurídico-laborais e sociais dos trabalhadores nacionais em empresas estrangeiras do sector mineiro.

Participam neste encontro, representantes de empresas nacionais e estrangeiras do sector de geologia e minas e da construção civil e obras públicas que operam neste território.

De referir que actualmente em Mbanza Congo uma carrada de areia de 14 metros cúbicos custa cerca de 80 mil Kwanzas, ao passo que a mesma quantidade de brita está a ser comercializada a 75 mil Kwanzas. (portalangop.co.ao)

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