UEA reafirma aposta na promoção e internacionalização da literatura angolana

Carmo Neto, Secretário Geral da UEA (Foto: Lino Guimarães)
Carmo Neto, Secretário Geral da UEA (Foto: Lino Guimarães)
Carmo Neto, Secretário Geral da UEA (Foto: Lino Guimarães)

A União dos Escritores Angolanos (UEA) centrou à sua atenção numa estratégia de edição, divulgação, promoção local e internacional da literatura angolana e de vários títulos literários, assegurou neste sábado, em Lisboa (Portugal), o secretário-geral da instituição, Carmo Neto.

De acordo com o também escritor, esse conjunto de obrigações vai de encontro a valores definidos pelo Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, designadamente orientar e desenvolver as suas actividades em torno de três áreas privilegiadas: interculturalidade, estudos culturais e literários europeus e intersemioticidade, tendo em conta a inserção cultural e geopolítica da situação portuguesa.

“Como é nosso apanágio, manifestamos novamente o desejo de mantermos uma estreita relação para que as nossas instituições possam seguir o seu ritmo de pesquisa para o bem da literatura angolana, em particular, e dos países membros da CPLP, em geral”, disse.

Segundo Carmo Neto, a literatura e os estudos literários continuam a ser partes de um polissistema que confere ao mundo das artes um ritmo funcional extremamente harmonioso.

Relativamente a edição especial da Revista Textos e Pretextos, que traz a público aspectos referentes ao mundo literário angolano, Carmo Neto frisou que assenta em três razões especiais: por, pela primeira vez nos seus mais de 10 anos de existência, se debruçar exclusivamente sobre Angola, o que permite a UEA cumprir com uma das suas várias funções, nomeadamente promover e divulgar a cultura angolana dentro e fora do país através da edição e publicação de obras literárias, segundo, porque essa dedicação é um antecipado bolo de aniversário de Angola e da UEA, que este ano se preparam para comemorar os seus 40 cacimbos da sua independência e da sua criação, respectivamente, e em terceiro lugar é que a cada “átomo de suspiro” se reforça a cooperação com a Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, criando sinergias para mútuas vantagens.

“Assim, dá até gosto e prazer referir que as linhas de investigação do Centro de Estudos Comparatistas, designadamente a análise comparada das literaturas, artes e culturas, os estudos pós-coloniais, de tradução, de memória, dialogam com algumas funções da instituição que aqui represento, nomeadamente promover os valores culturais nacionais e de todas as conquistas universais, além de fomentar a defesa da cultura angolana como património da Nação e estimular os trabalhos tendentes a aprofundar o estudo das tradições culturais do povo angolano”, reafirmou.

Carmo Neto afirmou que os leitores poderão melhor compreender, pela sua leitura, a relação dicotómica identidade e literatura, o tema da edição em que intelectuais angolanos dão corpo.

A décima nona edição da Revista Textos e Pretextos conta com entrevistas aos autores Luandino Vieira, Manuel Rui, Pepetela, José Luís Mendonça, Ondjaki e Carmo Neto e testemunhos algumas das mais influentes personalidades do meio intelectual angolano, tais como Botelho de Vasconcelos, Amélia Dalomba, António Fonseca, Carlos Ferreira, Fragata de Morais, Isabel Ferreira, João Melo, Lopito Feijó, Ana Paula Tavares, entre outros.

A edição conta ainda com ensaios de Laura Cavalcante Padilha, Manuel Muanza, Pires Laranjeira e Francisco Soares, bem como notas editoriais de Margarida Gil dos Reis, Inocência Mata e Luís Kandjimbo. (portalangop.co.ao)

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