Tiananmen: EUA pedem à China que permita celebrações do 26.º aniversário do massacre

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“O governo e o povo chineses já chegaram a uma conclusão acerca dos incidentes políticos da década de 1980″.

O Departamento de Estado norte-americano emitiu um comunicado a propósito do 26.º aniversário do massacre de Tiananmen, instando o Governo chinês a esclarecer os episódios de 1989 e a permitir que sejam pacificamente assinalados.

A diplomacia dos Estados Unidos pediu à China “uma contagem oficial” das vítimas de Tiananmen, bem como a libertação daqueles que ainda “cumprem condenações” pelos “incidentes” e o fim da “perseguição e detenção” de quem pretende assinalar a data pacificamente.

A China reafirmou, esta terça-feira, que “o progresso económico” do país “demonstrou que a via de desenvolvimento” escolhida pelo Partido Comunista Chinês “está certa”, rejeitando qualquer reavaliação dos sangrentos acontecimentos de 1989.

“O governo e o povo chineses já chegaram a uma conclusão acerca dos incidentes políticos da década de 1980”, reiterou então a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, ao ser questionada sobre uma petição das “Mães de Tiananmen” reclamando a reabilitação do movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, em Pequim.

“Apesar de a China ter conquistado um grande progresso social e económico desde 1989, continua a preocupar-nos o facto de manter os abusos dos direitos humanos”, refere o comunicado do Departamento de Estado norte-americano.

Washington instou, assim, Pequim a “ratificar os seus compromissos internacionais” para proteger os direitos humanos e liberdades fundamentais, bem como a acabar com a “perseguição, detenção e outros maus-tratos” daqueles que “de forma pacífica” procuram justiça, praticar a sua religião ou manifestar as suas opiniões.

Considerado pelo governo como “uma rebelião contra-revolucionária”, o referido movimento, iniciado por estudantes das universidades de Pequim, foi esmagado pelo exército no dia 04 de Junho de 1989.

Centenas de pessoas morreram e milhares de outras foram presas ou exilaram-se.

O número exacto de pessoas mortas durante a repressão militar do movimento de 1989 continua a ser segredo de estado, mas as “Mães de Tiananmen”, associação não-governamental constituída por mulheres que perderam os filhos naquela altura, já identificaram mais de 200. (ionline.pt)

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