Tecnologias ambientais

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A quinta edição da Feira Internacional de Tecnologias Ambientais “Ambiente Angola 2015” encerrou no passado domingo, em Luanda, momento que ficou marcado pela interacção entre os visitantes e expositores, passando e recebendo explicações de como foram concebidas as inovações tecnológicas para a protecção do meio ambiente.

Com 80 expositores, o balanço do evento foi positivo porque as experiências partilhadas entre eles nas questões ligadas às tecnologias ambientais são contributos cujos frutos poderão ser colhidos nos próximos meses, quando as empresas estrangeiras e nacionais que estiveram no certame implementarem os seus projectos ou consolidarem as parcerias.

O empenho das empresas na exposição para continuar a avaliar e mitigar o impacto da acção humana na alteração do meio ambiente foi ainda motivada com os prémios atribuídos pela organização da feira, que se realizou no âmbito das celebrações dos 40 anos da independência nacional. No evento, promovido pelo Ministério do Ambiente em parceria com a Feira Internacional de Luanda (FIL), ficou ainda patente a necessidade de promover as normas ambientais em todos os sectores da economia, além de potenciar o conhecimento sobre produtos, serviços e tecnologias ambientais, assim como criar condições para a implementação em Angola de várias tecnologias.

Aliás, tal ficou mesmo claro nas palavras do presidente do Conselho de Administração da FIL, Matos Cardoso, que reiterou que a instituição vai continuar a trabalhar no sentido de atrair empresários estrangeiros a investir nas tecnologias ambientais no país, pois, para uma melhor qualidade do ambiente é necessária a contínua contribuição na promoção das referidas tecnologias nos mais variados sectores da economia nacional.

Com efeito, o futuro do ambiente depende das nossas acções actuais. Assim, dos desafios que enfrentamos, consta efectivamente a procura pela melhor forma de adoptar as tecnologias ambientais, respeitando o actual contexto, pois, como refere a ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, o crescimento económico, baseado em padrões tecnológicos intensivos no uso de matérias-primas, energia, principalmente hídricas, obrigam a grandes necessidades de exploração e utilização de recursos, que desta forma podem perigar a existência destes, seja pela exaustão ou pela perda de qualidade. É aqui onde incluímos a necessidade de preservar o futuro do ambiente, uma urgente preocupação.

Urgente para todos nós. Daí que a Sociedade civil, empresas e Governo, entre outros sectores, são chamados a actuarem com responsabilidade a fim de salvaguardar e garantir um ambiente sustentável. O Executivo angolano releva bastante as questões ambientais nas suas mais distintas áreas, pelo que, com o alcance da paz, em 2002, as questões ambientais têm merecido um tratamento diferenciado, da imensidão de recursos existentes, da diversidade biológica, da necessidade da diversificação da economia e do cumprimento das metas de desenvolvimento. (jornaldeeconomia.ao)

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