Situação da economia portuguesa não pode ser comparada com a grega

Vice-primeiro-ministro Paulo Portas (D.R)

O vice-primeiro-ministro Paulo Portas voltou a frisar hoje que Portugal está muito longe da situação da Grécia, enumerando uma série de objetivos cumpridos pelo país, não só na altura da assistência financeira mas também no ‘pós-troika’.

Vice-primeiro-ministro Paulo Portas (D.R)
Vice-primeiro-ministro Paulo Portas (D.R)

Paulo Portas, que falava na conferência “Caixa 2020 — Serviços, Comércio e Restauração”, no Estoril, afirmou que Portugal conseguiu fechar o programa com a ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) “no primeiro momento possível, teve a liberdade de não escolher um programa cautelar, não pediu mais tempo e não pediu mais dinheiro”.

O vice-primeiro-ministro adiantou que o país “terá pela primeira vez um défice abaixo dos 3% [do PIB]”, ficando “livre de sanções ou de ameaças”, fazendo “um reembolso antecipado do empréstimo do FMI” e estando “num ciclo de crescimento económico”.

“Com todo o respeito, não há qualquer comparação entre a situação de Portugal e da Grécia”, observou Paulo Portas no dia em que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, se afirmou “entristecido com o espetáculo que a Europa deu no passado sábado”, considerando que a rutura das negociações sobre a Grécia no Eurogrupo constitui um rude golpe na consciência europeia.

Numa longa intervenção na sala de imprensa do executivo comunitário, em Bruxelas, Juncker disse que se sentiu “traído” depois de todo o “empenho pessoal” que colocou nas negociações, interrompidas unilateralmente pelo Governo grego, e fez uma exaustiva exposição sobre as propostas da Comissão, porque, sustentou, “o povo grego tem que saber a verdade, saber o que estava em cima”.

A crise na Grécia agudizou-se no sábado, na sequência da decisão de sexta-feira à noite das autoridades gregas de deixarem a mesa das negociações, tendo o fórum que reúne informalmente os ministros das Finanças da zona euro, o Eurogrupo, celebrado mesmo uma sessão de trabalho a 18, já sem a delegação grega na sala, para discutir as “consequências” da rutura das negociações com Atenas.

Esta terça-feira termina o programa de resgate da ‘troika’, estando para já congelada a entrega de uma parcela de 7,2 mil milhões de euros, dada a ausência de acordo sobre novas medidas a tomar pela Grécia.

No mesmo dia, expira o prazo para a Grécia pagar quase 1.600 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ficando o país em incumprimento perante este credor se a verba não for disponibilizada.

A Grécia anunciou que os bancos e a bolsa ficarão encerrados até dia 06 de julho, dia seguinte ao referendo sobre o programa de resgate.

Os levantamentos nas caixas multibanco estão limitados a 60 euros diários. (noticiasaominuto.com)

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