Refinaria do Soyo vai processar 110 mil barris por dia a partir de 2017

(Foto: D.R.)
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A refinaria do município do Soyo, província do Zaire, cujas obras arrancaram esta quarta-feira, deverá processar a partir 2017, data da sua entrada em funcionamento, 110 mil barris de petróleo por dia, soube-se no acto de lançamento da primeira pedra para a construção deste empreendimento económico na região.

A ser erguida na localidade do Kifuquena, cinco quilómetros a sudoeste da cidade do Soyo, as obras de construção da refinaria terão a duração de 26 meses e foram adjudicadas a uma empresa chinesa.

O empreendimento comportará, entre outros compartimentos, uma área residencial para mil empregados, uma estação de produção e tratamento de água potável e residual, aterro sanitário de resíduos e uma central eléctrica.

Terá ainda uma unidade de processamento, armazém de petróleo bruto, área de transportes e instalação de acessórios, bem como um cais para ancorar dois petroleiros com a capacidade até 100 mil toneladas de petróleo.

Já na fase das operações, a refinaria vai também, anualmente, produzir 44.500 toneladas de gás liquefeito de petróleo (LPG), 558.500 de gasolina, 20.700 de benzeno, 437.200 de combustível para reactores, 853.400 de gasóleo e 180.000 petróleo iluminante.

Na sua intervenção, o Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Francisco Lemos, disse que a construção da refinaria do Soyo consta no programa do Executivo que visa a diversificação da produção, a redução das importação de combustível e a estimulação de outras indústrias como a petroquímica.

Por sua vez, o presidente da empresa China International Fund, You Hai Ming, ressaltou a vontade do Executivo angolano na implementação deste projecto que considerou mais-valia para a província em particular e para o país, em geral.

“Estamos a construir uma refinaria moderna com equipamentos muito sofisticados e rigorosos nos critérios ambientais”, informou.

O vice-governador do Zaire para o sector Económico, Alberto Maria Sabino, afirmou que o projecto veio resolver o problema do emprego em se debatem muitos jovens da região, tendo, na oportunidade, reiterado o apoio das autoridades governamentais locais na edificação deste empreendimento económico. (Angop/Expansão)

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