Quarenta anos depois moçambicanos continuam com mesmos ideias – Filipe Nyusi

Presidente Filipe Nyusi, na festa que marca os 40 anos de Moçambique independente (Foto: Pedro Parente)

Maputo – Quarenta anos depois de se tornarem livres e independentes do regime colonial português, os moçambicanos continuam movidos pelos mesmos ideias de liberdade e união que conduziram à independência.

Presidente Filipe Nyusi, na festa que marca os 40 anos de Moçambique independente (Foto: Pedro Parente)
Presidente Filipe Nyusi, na festa que marca os 40 anos de Moçambique independente (Foto: Pedro Parente)

Esta afirmação foi feita hoje, em Maputo, pelo líder moçambicano, Filipe Nyusi, quando discursava nas celebrações dos 40 anos de independência, assinalados hoje, e que contou com a presença de distintas personalidades, entre as quais o vice-presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente, em representação do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.

Filipe Nyusi recordou que foi no mesmo estádio da Machava que há 40 anos se subiu pela primeira vez a bandeira que representava o sonho de liberdade dos moçambicanos, onde ecoou o primeiro hino de uma nação sonhada por várias gerações, bem como onde ecoaram as emocionadas palavras com que Samora Machel proclamou a independência, o que constitui um grande orgulho para todos os moçambicanos.

Neste dia, disse o Presidente Nyusi, “os moçambicanos comparecem a este local com a mesma emoção e o mesmo sentido da história, movidos do mesmo desejo de vencer e construir um futuro melhor”.

“Aqui, esquecemos as nossas cores partidárias e origens, somos pois uma só voz, um único coração, uma única vontade”, disse Filipe Nyusi na cerimónia que contou ainda com a presença de figuras como os presidentes do Zimbabwe, Robert Mugabe, da Namibia, Hege Geingob, da Zâmbia, Edgar Lungo, entre outras personalidades.

Na sua intervenção, perante milhares de compatriotas, recordou também a importância de figuras históricas como Eduardo Mondlane, Samora Machel, Joaquim Chissano e Armando Guebuza, que muito contribuíram para se acabar com o passado de injustiça, dominação e humilhação dos moçambicanos.

Neste período, acrescentou o líder, aos moçambicanos estava reservado um lugar de subalterno, que não tinham rosto, voz e dignidade, bem como as suas gentes eram anónimas e a sua nação invisível.

Por este facto, a unidade nacional, na visão do estadista moçambicano, foi a melhor arma para lutar contra a máquina colonial portuguesa, uma vez que permitiu agregar ao mesmo ideal combatentes pela independência do país, provenientes de todas as regiões de Moçambique.

Neste sentido, para o estadista esta arma continua a ser o segredo da força e dos futuros sucessos dos moçambicanos.

“Tal como no passado, os moçambicanos têm a mesma certeza de que podem ter caminhos diferentes para progredir ao longo do tempo, mas não existe futuro nenhum para uma nação que se apresente dividida por ambições de poder, sobre a qual exista a ameaça de guerra e da violência, daí que a unidade de todos os moçambicanos é tão vital como o ar que respiramos”, argumentou.

No quadro das celebrações, os milhares de cidadãos moçambicanos que lotaram o mítico estádio da Machava presenciaram ainda um desfile militar com a presença de todos os ramos das forças de Defesa e Segurança do país.

Os presentes assistiram também a espetáculos culturais e aéreo, através de exibições de caças e descidas de paraquedistas.

Na abertura do acto, o presidente Filipe Nyusi saudou os presentes, após ter percorrido a pista e feito a recepção da Tocha da União, que desde o dia 7 de Abril percorreu distintas localidades do país, simbolizando o desejo de todos os moçambicanos.

Em jeito simbólico, membros da organização continuadores de Moçambique fizeram a leitura de uma mensagem, simbolizando a esperança das crianças deste país num futuro cada vez melhor para todos.

Na mensagem ressalta-se o facto de, ao longo destes 40 anos, muito já foi feito pelo bem-estar e defesa dos direitos das crianças moçambicanas, em temos de mais cuidados de saúde e escolas, assim como para a sua maior protecção e participação em todas as coisas importantes da vida do país.

A 25 de Junho de 1975 os moçambicanos proclamavam a independência da então colónia portuguesa.

A República de Moçambique é um país localizado no sudeste da África, banhado pelo Oceano Índico, a leste, e que faz fronteira com a Tanzânia, ao norte, Malawi e Zâmbia, a noroeste. Tal como Angola, é membro da SADC, CPLP e PALOP. (portalangop.co.ao)

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