Produção de Compal em Angola arranca no terceiro trimestre

(Foto: D.R.)
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Em finais do ano passado, a Copagef, empresa de capitais franceses e accionista da cerveja angolana Cuca, comprou 49,9% do capital da Sumol+Compal.

A Sumol+Compal prepara-se para arrancar com a produção em Angola de sumos Sumol no terceiro trimestre e de Compal no final deste ano, no Bom Jesus, em Luanda.

Segundo um comunicado citado pelo jornal português Público, a empresa investiu mais de 1,1 mil milhões Kz (9,3 milhões de euros), de Janeiro a Março deste ano, sobretudo na nova fábrica de produção e embalamento de sumos, néctares e refrigerantes, naquele que é seu principal cliente fora de Portugal.

“Os trabalhos de reconversão da unidade industrial do Bom Jesus, nos arredores de Luanda, estão a evoluir de acordo com o planeado, sendo expectável o início da produção local de Compal no terceiro trimestre deste ano e de Sumol no final deste exercício”, diz o jornal.

Em finais do ano passado, a Copagef, empresa do grupo Castel, de capitais franceses e accionista da cerveja angolana Cuca, comprou 49,9% do capital da Sumol+Compal Marcas por mais de 10 mil milhões Kz (88,2 milhões euro).

O grupo Castel é um dos maiores produtores mundiais de cerveja e refrigerantes e o segundo maior em África, tendo uma participação dominante na Companhia da União de Cervejas de Angola, dona da Cuca. Com o novo accionista, a empresa portuguesa pretende expandir o negócio neste continente. “O esforço na diversificação geográfica de mercados tem dado sinais positivos, designadamente em África, capitalizando na forte presença que a Copagef (novo parceiro na estrutura accionista da Sumol+Compal Marcas) tem nestes mercados, tendência que se espera ver consolidada ao longo do exercício”, refere o comunicado.

Entre Janeiro e Março, a Sumol+Compal teve lucros de 1 milhão euros, que comparam com prejuízos de 1,1 milhões registados no mesmo período de 2014. As vendas totais somaram 71,5 milhões euros, mais 19% face ao primeiro trimestre do ano passado, reflexo do crescimento da facturação na ordem dos 11,2% em Portugal (46,7 milhões euros) e de 37% nos mercados externos (24,8 milhões euros).

A expectativa é continuar a aumentar vendas fora de Portugal, mas a evolução em Angola poderá estar “condicionada pela eventual introdução de quotas à importação de bebidas de alta rotação e pela escassez de divisas”. A construção de uma fábrica local é, por isso, importante para a empresa portuguesa garantir a produção e o abastecimento ao seu principal cliente. (expansao.ao)

Por: Eunice Sebastião

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