Processo de jovens ativistas detidos em Luanda remetido ao Ministério Público

Debate sobre livro de Domingos da Cruz (na foto) teria sido o motivo das detenções (DW)
Debate sobre livro de Domingos da Cruz (na foto) teria sido o motivo das detenções (DW)
Debate sobre livro de Domingos da Cruz (na foto) teria sido o motivo das detenções (DW)

O ministro do Interior de Angola, disse em Luanda, que os processos envolvendo a detenção de jovens activistas suspeitos de promoverem alteração à ordem e segurança pública, foram já entregues ao Ministério Público.

Os cerca de 20 activistas angolanos detidos no último sábado (20.06), em Luanda, por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal em colaboração com os Serviços de Inteligência e Segurança do Estado, realizavam na altura um seminário sob o tema “As 180 técnicas pacíficas para derrubar um ditador” que tem como base as técnicas apresentadas no livro do jornalista Domingos da Cruz ”Ferramentas Para Destruir o Ditador e Evitar uma Nova Ditadura”.

A polícia não revela o número exacto de detidos, mas de acordo com dados não oficias estão entre os envolvidos: Luaty Beirão, Manuel Nito Alves, Nuno Álvaro Dala, Mbanza Hanza e o jornalista e ativista cívico Sedrik de Carvalho.

As detenções aconteceram na residência do político António Alberto Neto, sobrinho do primeiro Presidente de Angola e líder histórico do partido MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).

Emílio Catumbela, um dos activistas que se encontrava no local e que escapou à detenção contou à DW África que não foi detido porque se escondeu numa das dependências da casa e não foi visto. Entretanto, informações ainda não confirmadas dão conta que o jornalista Domingos da Cruz teria sido igualmente detido numa das províncias do interior. (dw.de)

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