Presidente José Eduardo dos Santos apela empresários chineses a investir em Angola

José Eduardo dos Santos, Discursando Durante o fórum China/Angola, em Beijing (Foto: Francisco Bernardo)

Beijing – O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, estimou quinta-feira, em Beijing, a capacidade empreendedora dos empresários chineses que contribuem para o crescimento da China, considerada a segunda economia mais desenvolvida do mundo.

José Eduardo dos Santos, Discursando Durante o fórum China/Angola, em Beijing (Foto: Francisco Bernardo)
José Eduardo dos Santos, Discursando Durante o fórum China/Angola, em Beijing (Foto: Francisco Bernardo)

José Eduardo dos Santos fez esta apreciação quando discursava na abertura do Fórum China/Angola, no âmbito da quarta visita oficial que efectua à China, desde segunda-feira, para o reforço dos laços de amizade e de cooperação entre os dois países.

“Faço-me acompanhar de representantes de algumas empresas angolanas que pretendem conhecer melhor a realidade chinesa e contribuir para tornar mais estreito o intercâmbio e a parceria entre empresas chinesas e angolanas do sector público e privado”, referenciou.

“Este intercâmbio e o aumento dos seus investimentos e outros negócios em Angola é uma via importante para fortalecer e ampliar a parceria estratégica que os nossos países estão a construir e consolidar uma cooperação mutuamente vantajosa para o desenvolvimento e bem-estar dos nossos povos”, disse.

José Eduardo dos Santos disse que as políticas macroeconómicas adoptadas pelo Governo e expressas às autoridades chinesas, têm sido orientadas no sentido de promover a estabilidade necessária para o crescimento económico sustentável, através de uma acção coordenada das políticas fiscal, monetária e cambial.

A título de exemplo, indicou que em 2010 o país tinha uma taxa de inflação de 15 porcento, mas em Abril último baixou para oito porcento, precisando que há três anos a economia angolana mantém uma taxa de inflação de um dígito.

“Apesar da significativa queda do preço do petróleo bruto no mercado internacional, dispomos de reservas de moeda estrangeira para garantir mais de sete meses de importações e continuarmos a geri-las cautelosamente para as mantermos num nível de segurança e universalmente aceitável.

O estadista angolano referiu que embora a redução do preço do petróleo contínue uma condicionante para o desenvolvimento da economia (de Angola), continua a verificar-se um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB).

No encontro com empresários angolanos e brasileiros, o Chefe de Estado angolano informou que o país tem um sistema bancário em franco crescimento e lembrou que em 2005 estavam em funcionamento oito bancos comerciais com 219 agências.

Segundo o presidente, actualmente existem 25 bancos comerciais com uma rede de atendimento composta por 1.466 agências.

No entanto, confirmou que apesar deste notável crescimento, existe ainda um espaço para que mais instituições financeiras bancárias ou não bancárias se instalem no mercado angolano para prestar serviços e apoiar Angola nos esforços de financiamento da diversificação da economia.

No encontro, o presidente esclareceu que os bancos comerciais têm já estado a participar activamente no processo de financiamento à economia, acrescentando que o crédito ao sector privado cresceu 55 porcento nos últimos anos, potenciando a integração de um número crescente de empreendedores nacionais e estrangeiros com o processo de crescimento e desenvolvimento de Angola,

Anunciou que no futuro as políticas fiscais, de monitoria e cambial vão continuar a acomodar o crescimento económico sem descurar os objectivos da estabilidade de preços e financeira.

Do ponto de vista da política macroeconómica, o estadista angolano sublinhou que que há um sério compromisso em se manter um ambiente propício ao desenvolvimento para a diversificação económica, tendo apelado aos empresários a fazerem parte deste processo.

“Temos a perfeita consciência de que o ambiente de negócios é fundamental para uma tomada de decisão da vossa parte e, por isso, o governo de Angola tem se desdobrado para oferecer aos investidores nacionais e estrangeiros as melhores condições para os seus negócios”, confirmou.

Neste sentido, o estadista afirmou que em Angola está-se numa profunda revisão da lei do investimento privado para atrair investidores estrangeiros para sectores cruciais como da economia, energia, água, geologia e minas, indústria, agricultura, pecuária e florestas, hotelaria, turismo, transporte e logística, construção civil, telecomunicações e tecnologia de informação.

No cumprimento do programa da visita de Estado à China, José Eduardo dosa Santos, que se faz acompanhar da primeira dama, Ana Paula dos Santos, depositou nesta sexta-feira uma coroa de flores no Monumento dos Heróis do Povo, na capital chinesa.

Integram a comitiva presidencial, o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Edeltrudes Costa, e os titulares das pastas das Relações Exteriores, Georges Chikoti, das Finanças, Armando Manuel, do Comércio, Rosa Pacavira, da Agricultura, Afonso Canga, dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, da Energia e Águas, João Baptista Borges, do Ensino Superior, Adão do Nascimento, e da Educação, Pinda Simão. (portalangop.co.ao)

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