Presidenciais: Marcelo é o favorito e metade não conhece Sampaio da Nóvoa

(dn.pt)
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Potenciais candidatos da direita, Marcelo e Rio, bateriam com facilidade os dois homens de esquerda: Nóvoa e Henrique Neto.

Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio ainda não anunciaram a intenção de se candidatar à Presidência da República – e podem nem o vir a fazer -, mas o barómetro de junho do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica é-lhes claramente favorável.

Os seus níveis de popularidade superam em larga escala os de Sampaio da Nóvoa e de Henrique Neto, e os inquiridos também são contundentes quanto às probabilidades de voto. A amostra revela que 24% consideram “bastante provável” votar no professor universitário e comentador da TVI, enquanto 23% veem essa hipótese como “muito provável”.

Na prática, 47% dos portugueses admitem votar no ex-presidente do PSD, o que a confirmar-se o deixaria à beira da vitória logo na primeira volta da corrida a Chefe do Estado (as eleição realizam-se no início do próximo ano e no centro-direita ainda existe um vazio de candidatos).

Rui Rio aparece com menor dose de preferências do que Marcelo Rebelo de Sousa – 20% dizem ser “bastante provável” votar no ex-presidente da Câmara do Porto e 13% veem esse cenário como “muito provável”. O ex-autarca portuense perde também noutro indicador: na probabilidade de vencer o sufrágio. São 42% os que admitem ser provável que Rui Rio venha a suceder a Cavaco Silva, enquanto 57% veem Marcelo Rebelo de Sousa como o próximo homem a sentar-se em Belém.

Por outro lado, a sondagem é pouco animadora para os candidatos já anunciados com ligações à esquerda. Henrique Neto, o antigo deputados dos socialistas e empresário da Marinha Grande, continua a ser um desconhecido: 68% dos portugueses não sabem quem é Neto (apresentou a sua candidatura no passado mês de março). Já 46% não conhecem o ex-reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, que oficializou corrida a Belém no final de abril e que, ao que tudo indica, será o candidato do Partido Socialista (António Costa ainda não assumiu esse apoio, ao contrário de alguns históricos socialistas.

Os dados tornam-se ainda mais desfavoráveis aos candidatos de esquerda quando a pergunta é sobre a probabilidade de voto em Henrique Neto ou em António Sampaio da Nóvoa : entre “bastante” e “muito provável”, o empresário não recolhe mais de 4% de respostas favoráveis e o ex-reitor não vai além dos 16%.

Dos inquiridos, 51% disseram ser “nada provável” atribuírem o voto ao empresário de 71 anos, enquanto 40% afirmaram o mesmo relativamente à intenção de voto no ex-reitor de 61 anos.

Ficha técnica

Esta sondagem foi realizada pelo CESOP-Universidade Católica Portuguesa para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 13, 14, 15 e 16 de junho de 2015. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente dezanove freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das últimas eleições legislativas nesse conjunto de freguesias (ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma) estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o próximo aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1048 inquéritos válidos, sendo 55% dos inquiridos do sexo feminino, 31% da região Norte, 24% do Centro, 32% de Lisboa, 6% do Alentejo e 7% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral e do Censos 2011. A taxa de resposta foi de 77%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1048 inquiridos é de 3%, com um nível de confiança de 95%. (dn.pt)

 

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