Polémica: Parlamento Europeu restringe acesso de diplomatas russos

Parlamento Europeu (D.R)

O Parlamento Europeu (PE) decidiu restringir o acesso de dois diplomatas russos em Bruxelas às suas instalações, medida qualificada hoje por Moscovo como uma “caça às bruxas”.

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A decisão do presidente do PE, Martin Shulz, anunciada na terça-feira, é uma resposta à proibição pela Rússia de entrada no seu território de 89 responsáveis da União Europeia (UE), decidida como retaliação pelas sanções aplicadas a Moscovo pelo conflito na Ucrânia.

“Na sequência da publicação da ‘lista negra’ de políticos e funcionários europeus, o presidente do PE, Martin Shulz, informou o embaixador da Rússia na UE de que, dada a falta de transparência das autoridades russas quanto às suas decisões, considera ser agora justificado tomar medidas apropriadas de resposta”, lê-se num comunicado do gabinete de Shulz.

As medidas, indica o comunicado, envolvem “restringir o acesso livre ao Parlamento do embaixador (Vladimir Chizhov) e de um outro diplomata nomeado”, o qual não é identificado.

Além disso, o PE “suspende a sua cooperação com a Comissão Parlamentar de Cooperação UE-Rússia” e passa a avaliar os pedidos de acesso ao PE de deputados russos “caso a caso”.

“A caça às bruxas contra os russos começou. Fica-se às vezes com a impressão de que os burocratas europeus estão a regressar aos tempos da Inquisição”, reagiu a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo Maria Zakharova, numa mensagem colocada no Facebook.

“O que se segue? Julgamentos eclesiásticos de diplomatas russos seguidos de queimas na fogueira em Bruxelas?”, acrescentou.

O presidente da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo), Konstantin Kosachev, pediu por seu lado às autoridades que adotem novas medidas de retaliação contra Bruxelas.

“Simétricas ou assimétricas, têm de ser tomadas”, disse, também no Facebook.

O parlamentar acusou a UE de duplicidade de citérios, afirmando que Bruxelas não compreendeu que a ‘lista negra’ é uma resposta às sanções impostas à Rússia pelo conflito na Ucrânia.

A “lista negra” russa, transmitida na sexta-feira às embaixadas, é constituída por 89 nomes de ex-primeiros-ministros, militares e deputados críticos da política da Rússia em relação à Ucrânia. (noticiasaominuto.com)

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