Ofensiva militar fragilizou capacidade operacional do Boko Haram

MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES,GEORGES CHIKOTI (Foto: Pedro Parente)

A ofensiva militar regional contra os radicais de Boko Haram, na República Federativa da Nigéria, fragilizou a capacidade operacional do grupo terrorista afirmou, nesta quinta-feira, em Luanda, o ministro das Relações Exteriores , Georges Chikoti.

MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES,GEORGES CHIKOTI (Foto: Pedro Parente)
MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES,GEORGES CHIKOTI (Foto: Pedro Parente)

Georges Chikoti fez essa afirmação quando discursava na cerimónia de abertura  da 40ª Reunião Ministerial do Comité Consultivo Permanente das Nações Unidas Encarregue das Questões de Segurança em África Central (UNSAC) para analisar  as questões de segurança e conflitos na região africana.

“Devemos continuar vigilantes e mobilizados contra um flagelo que ameaça o estado de direito, a segurança e limite à democracia e as liberdades fundamentais. A proliferação das armas ligeira, o financiamento de grupos erráticos e armados devem continuar a merecer a nossa atenção particular”, afirmou o ministro.

Segundo o ministro, a discussão sobre os vários temas da agenda deve levar a adopção de medidas adequadas susceptíveis de apoiar as iniciativas e melhorar a coerência e a coordenação das acções das Nações Unidas e das organizações regionais e sub-regionais a favor da paz, segurança e desenvolvimento sustentável.

“Os africanos precisam de viver num ambiente de segurança e estabilidade para se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento e ao bem-estar económico e social dos cidadãos”, referiu.

O ministro lamentou o facto de a reunião decorrer num contexto marcado pela prevalência de conflitos e por importantes desafios para a organização regional, em particular, e para a Comunidade Internacional em geral.

Deste forma, o ministro apelou aos participantes para acolher de forma favorável as recomendações das missões de avaliação estratégica, sobre a necessidade de implementação no seio da UNOCA, capacidades específicas para o acompanhamento da evolução dos desafios de segurança e dos processos eleitoral na África Central, bem como a inclusão dos direitos humanos e uma maior participação das mulheres nos programas regionais de paz e segurança.

Defendeu que “juntos e conscientes da importância da missão que nos incumbe, saberemos encurtar o caminho a percorrer para se construir a confiança global, através do diálogo e do entendimento, e tornar a região mais segura”.

Participaram da 40ª reunião ministerial do comité consultivo permanente das Nações Unidas, Burundi, Gabão, Guiné Equatorial, Congo Brazaville, Camarões, Ruanda, RDC, RCA, Angola, São Tomé e Príncipe e Tchad. (portalangop.co.ao)

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