Observatório de investimento vai ‘romper’ com burocracias

(Foto: Angop)
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Os investidores angolanos e portugueses têm as suas vidas facilitadas com o arranque do Observatório de Investimento, que teve como signatários os ministros da Economia dos dois países. A iniciativa da criação deste organismo, que entra em funcionamento dentro de 60 dias, foi do titular português da Economia, António Pires de Lima.

O Observatório de Investimento, que visa acompanhar a evolução dos investimentos de Angola em Portugal, bem como os investimentos portugueses em Angola, entra em funcionamento dentro de 60 dias. Vai acompanhar os processos de análise de candidaturas de investimento, identificar obstáculos e seleccionar os instrumentos para ultrapassar as burocracias até então existentes nos dois mercados, disse o ministro angolano da Economia, Abrahão Gourgel, no discurso de abertura do primeiro Fórum Empresarial entre Angola e Portugal, esta semana, em Luanda.

O Observatório de Investimento vai ser liderado pelos secretários de Estado da Economia de Angola e Portugal, que terão a responsabilidade de inspeccionar os grupos técnicos que vão trabalhar na entidade, que entra em funcionamento depois de as condições legais serem concluídas. O Fórum Empresarial Angola-Portugal, que decorreu sobre o lema Juntos na Diversificação da Economia, permitirá a criação de oportunidades de negócios e o aprofundamento de parcerias das empresas angolanas e portuguesas, no sentido de desenvolver programas que visam promover o crescimento do produto não petrolífero, principalmente de Angola.

Segundo o ministro da Economia de Angola, Abrahão Gourgel, a diversificação da economia em Angola é um tema-chave deste ano, “não só como um mecanismo para mitigar os efeitos da redução do preço do barril do petróleo no mercado internacional, mas que resulta como uma ferramenta para continuar a segurar o crescimento sustentável da economia, bem como a criação de riqueza e postos de trabalho e o correcto posicionamento no peso da balança comercial angolana”.

O mesmo governante destacou o facto de o comércio entre Angola e Portugal ser de grande importância para as pequenas e médias empresas lusas, realçando que o número de empresas portuguesas exportadoras para o mercado angolano cresceu, em 2013, para 6.401, principalmente nos sectores associados à actividade financeira, aos seguros, ao comércio, a grosso e a retalho, e à construção civil, as principais áreas da presença de empresas portuguesas em Angola.

No âmbito do sector externo da economia, Abrahão Gourgel disse ter sido possível a recuperação das reservas internacionais líquidas, que subiram de 12 mil milhões USD, no final de 2009, no auge da crise mundial, para níveis que actualmente permitem cobrir cerca de sete meses de importações. Entre os programas do Executivo angolano em curso no País, constam o sector eléctrico, nacional de habitação, de recuperação de estradas e caminhos-de-ferro. Em 2013, as trocas comerciais entre os dois países ascenderam a 7 mil milhões de euros.

Deste total, 3,1 mil milhões de euros foram relativos à exportação de bens e 1,4 mil milhões de euros de serviços, em ambos os casos de Portugal para Angola. Observatórios com vantagens recíprocas “O Observatório, que nesta semana começou, é um instrumento fundamental para se fazer o acompanhamento imprescindível dos projectos de investimento que precisam de ser acelerados, portugueses em Angola e de Angola em Portugal”, disse o ministro português da Economia, António Pires de Lima.

Os empresários angolanos e portugueses analisaram durante o primeiro fórum empresarial os problemas e as potencialidades dos investimentos recíprocos entre Angola e Portugal. “Este tipo de fórum é saudável e só peca por tardio. Este engajamento entre Portugal e Angola é muito grande, e mesmo num ano de muitas dificuldades e da propalada crise a economia angolana continua a crescer”, disse o director-geral da Angonabeiro, José Carlos Beato. (expansao.ao)

Por: Osvaldo Manuel

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