O verdadeiro líder

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Uma relação nunca é totalmente recíproca. A realidade é que uma das partes exerce sempre mais poder sobre o outro.

Esta é uma dinâmica do comportamento humano que é difícil de ignorar, especialmente quando olhamos mais profundamente para a cultura de trabalho e da interacção de equipas. Existem líderes e seguidores, entes queridos e amantes, empregadores e empregados. Podemos gostar de pensar que a igualdade, os objectivos comuns e o compromisso inquestionável são a norma, mas isso não acontece. E essa é uma verdade tanto na vida pessoal como no trabalho.

Façam um pequeno exercício: num grupo de familiares, amigos ou colegas de trabalho, parem e observem com atenção todos os presentes. Facilmente notarão que pelo menos um dos elementos se destaca no grupo, monopoliza a conversa, dá instruções, coordena as acções dos outros ou simplesmente conduz a conversação para onde mais lhe interessa, é mais confiante e determinado(a). Essa é uma pessoa com tendência para liderar.

Se é um bom ou mau líder, se é um líder natural ou forçado essa já é outra questão. É uma realidade incontornável que uns tentarão sempre sobrepor-se aos demais. Uns poucos nascem para liderar e muitos nascem para seguir normas e procedimentos, para seguir os líderes. Mas para o seguirem com devoção e total lealdade não basta que o líder comande.

De que massa são feitos os verdadeiros líderes?

A primeira tarefa de qualquer líder é inspirar confiança. A confiança deve nascer de duas dimensões: carácter e competência. O carácter de um líder deve incluir integridade, motivação e saber lidar com as pessoas. A competência inclui as capacidades e competências técnicas, resultados e historial. Ambas as dimensões são vitais. Um líder pode ser sincero e honesto, mas não se confia nessa pessoa totalmente se não obtiver resultados. E o oposto é verdadeiro.

Um líder pode ter muito talento, competência e um bom historial, mas se não for honesto, não será digno de confiança. Os melhores líderes começam por enquadrar a confiança em termos económicos para as suas empresas. Quando numa organização se constata que existe pouca confiança no seu seio, graves consequências económicas podem ser esperadas.

Tudo vai demorar mais tempo e tudo vai custar mais por causa dos passos que se têm de tomar para compensar essa falta de confiança. Estes custos podem ser quantificados e, quando o são, muito rapidamente os verdadeiros líderes reconhecem que uma confiança em baixa não é apenas uma questão social, mas é, também, uma questão económica. Pontos Importantes para um verdadeiro líder estar apto a garantir a motivação, satisfação e lealdade de toda a organização:

Honestidade e positividade

Dizer sempre a verdade, com espírito positivo, mesmo que por vezes tenha de comunicar problemas com alguma gravidade. Um líder honesto, positivo e determinado consegue cerrar fileiras e unir toda a equipa em torno de todo e qualquer objectivo.

Saber comunicar

É fundamental comunicar com clareza todos os papéis e responsabilidades bem como os objectivos que se pretende alcançar. Fornecer um caminho para o sucesso não pode ser apenas comunicado aos quadros de topo mas a todos os funcionários. Deve existir um plano de desenvolvimento para todos, e um plano de melhoria para aqueles cujo desempenho está aquém do pretendido. É importante que toda a gente esteja a par do plano.

Valorizar as pessoas

Deve criar-se uma cultura de trabalho que valoriza as relações de todas as pessoas que compõem a organização. Para muitos funcionários, os relacionamentos do grupo de trabalho e as relações entre gestores e trabalhadores conduz ao envolvimento e lealdade de forma mais eficaz do que simples entretenimentos, oferta de material publicitário, ou encontros sociais como almoços e jantares.

Ser justo e aberto

Isso não significa tratar todos de forma igual mas, sim, ter processos transparentes de gestão e liderança. Os funcionários são mais propensos a responder positivamente a mudanças quando o processo usado para gerir a mudança é justo.

Estabelecer um modelo

Modelar o comportamento que se pretende. Assim como o director numa escola ou reitor numa universidade, deve aceitar a sua responsabilidade como líder e actuar, sempre, com empenho, compromisso e responsabilidade.

Responsabilização (Accountability)

O verdadeiro líder deve responsabilizar-se pelas suas orientações estratégicas e decisões e deve saber exigir a responsabilização de todos os elementos da organização. Com todos a assumir as suas responsabilidades a organização produz, garantidamente, mais e melhores resultados, mas o líder deve dar o exemplo.

Cada um de nós possui as suas competências, pontos fortes, talentos e defeitos. Cada um de nós procura pertencer, comprometer-se e se relacionar com aqueles que nos rodeiam. A lealdade é construída sobre os relacionamentos, compreensão e confiança compartilhados.

Envolvimento e compromisso exigem lealdade, objectivos compartilhados e um tratamento justo. O verdadeiro líder nunca deve tomar como garantidos a lealdade e o envolvimento, pois é fundamental que saiba criar uma cultura notável que conduza a gratificantes resultados do trabalho. (expansao.ao)

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