O contributo dos antigos combatentes para a independência nacional

OS ANTIGOS COMBATENTES SACRIFICARAM AS SUAS VIDAS PELA INDEPENDÊNCIA (Foto: Miudo)

No ano em que o país comemora 40 anos de independência, torna-se incontornável destacar o papel ímpar desempenhado pelos antigos combatentes e veteranos da pátria, no processo de libertação do país.

OS ANTIGOS COMBATENTES SACRIFICARAM AS SUAS VIDAS PELA INDEPENDÊNCIA (Foto: Miudo)
OS ANTIGOS COMBATENTES SACRIFICARAM AS SUAS VIDAS PELA INDEPENDÊNCIA (Foto: Miudo)

Trata-se de um segmento do povo angolano com provas dadas de amor à pátria, sendo legalmente reconhecidos como antigos combatentes os que lutaram pela integridade do território nacional de 1974 a 1980.

Com o decorrer dos anos a dignificação desses homens e mulheres começa a ganhar contornos positivos, com a atribuição, pelo Executivo angolano, de pensão de sustentabilidade, assistência médica e medicamentosa, acesso à habitação e ao trabalho, no caso daqueles que ainda estão em idade activa.

Para o efeito, o que os antigos combatentes e veteranos da pátria fizeram deve ser do conhecimento de todos, para que se conheça a dimensão do seu contributo na luta de libertação de compatriotas que decidiram entregar as suas vidas a uma causa nobre.

Estes bravos homens e mulheres escreveram páginas brilhantes no combate ao colonialismo, os seus feitos contribuíram para a construção de uma sociedade melhor no país.

Ao alinharmos nesta tese, não só daríamos ao mundo um brilhante exemplo de solidariedade, como poderíamos comprometer sobremaneira o orgulho patriótico que nos anima o fervor nacionalista.

Os nossos valorosos combatentes da liberdade da pátria devem ser continuamente valorizados, assim como a nação  cubana, por exemplo, o faz em relação ao combatente cubano.

Em nenhum momento devemos perder de vista os ideais que nortearam os homens e mulheres que um dia resolveram pegar em armas e sacrificar as suas vidas para que hoje fossemos livres e o país se tornasse independente.

Angola tem  160  mil cidadãos registados como antigos combatentes e veteranos da pátria , estando o maior número  a residir na província de Luanda, como resultado da guerra que devastou o país, observando-se o êxodo do campo para as cidades.

Esta é uma das razões que levou o Executivo a lançar iniciativas no sentido de proporcionar dignidade e bem-estar a todos os que pegaram em armas para libertar a pátria e sofreram as sequelas da guerra.

Ao lado do surgimento de várias organizações, têm sido criadas leis e regulamentos para beneficiar os que lutaram para a paz e estabilidade que vivemos hoje.

Importa que as organizações da sociedade civil ligadas aos antigos combatentes, veteranos, portadores de deficiência, viúvas e órfãos de guerra tenham melhor funcionamento.  Não se pode confundir a defesa dos interesses dos antigos combatentes e veteranos da pátria  com a criação de partidos políticos e com o mero exercício político.

No contexto do desenvolvimento, da reconstrução das infra-estruturas e da reconciliação nacional é um passo importante reconhecer a contribuição dos antigos combatentes e veteranos da pátria à causa da Independência Nacional e defesa da pátria.

Sem o seu esforço, sem os sacrifícios que fizeram e as vidas que perderam nada hoje seria possível. Fazer tudo para que os antigos combatentes e veteranos da pátria sejam acarinhados e apoiados não é um favor nem representa um privilégio para com estes angolanos de eleição, cujos esforços culminaram na paz e estabilidade de que todos gozamos.

Não há melhor forma de honrá-los, senão valorizarmos os seus feitos, educar as novas gerações no espírito nacionalista e trilhar os seus passos, pois, quando o dever chama, a nação responde. E foi isso que esses compatriotas, feitos hoje antigos combatentes e veteranos da pátria fizeram. Bem haja… (portalangop.co.ao)

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