Novo Pólo Industrial no Lubango apoia exploração de rocha ornamental

P ólo Industrial vai incentivar a abertura de mais empresas locais no sector de rochas ornamentais e garantir mais oportunidades àquelas já existentes. (Foto: Vigas da Purificação)
P ólo Industrial vai incentivar a abertura de mais empresas locais no sector de rochas ornamentais e garantir mais oportunidades àquelas já existentes. (Foto: Vigas da Purificação)
Pólo Industrial vai incentivar a abertura de mais empresas locais no sector de rochas ornamentais e garantir mais oportunidades àquelas já existentes.
(Foto: Vigas da Purificação)

A criação da nova zona prevê gerar mais oportunidades às empresas que operam na província da Huíla a fim de dinamizar a exploração de granito negro e a sua transformação em unidades fabris na região.

Uma zona considerada de Pólo Industrial foi criada pelo Governo Provincial da Huíla, na centralidade da Eywa, comuna da Arimba, município do Lubango, por forma a incentivar a abertura de mais empresas no sector de rochas ornamentais, anunciou a directora da Indústria, Geologia e Minas local.

Paula Joaquim disse que a criação da nova zona vai garantir que mais empresas tenham a oportunidade de trabalhar na área.

A responsável assegurou que a direcção local tem registado várias solicitações de empresas que manifestam o interesse de explorar o granito negro.

O processo, garantiu, vai contribuir grandemente para a diversificação da economia e a criação de mais postos de trabalho.

A responsável avançou que a criação de novas empresas constitui desafio e objectivo das autoridades para que seja dado um valor acrescentado no processo de exploração e transformação do granito na província.

“Há abertura para todos aqueles que pretenderem abrir mais empresas de exploração e transformação do granito na região”, disse.

Paula Joaquim assegurou existir uma área destinada ao Pólo de Desenvolvimento Industrial, na localidade da Eywa, uma das quais alberga a área de exploração e transformação de granito. “Já temos áreas para oferecer a quem queira investir na província”, frisou.

O ganho, sublinhou, vai permitir criar mais empregos aos jovens locais e contribuir na melhoria da qualidade de vida das populações.

Paula Joaquim salientou que actualmente dezenas de jovens encontraram o seu primeiro emprego ao serem incorporados nas empresas que exploram e transformam o granito negro na Huíla.

“Não tenho o número exacto de jovens nessas empresas. Mas é um número significativo. O Governo está a trabalhar e incentivar a criação de mais empresas, que vão permitir criar cada vez mais postos de emprego”, adiantou.

Prospecção de granito

A actividade de prospecção de rochas ornamentais da Huíla ganhou maior dinâmica com a entrada em funcionamento de duas empresas que desenvolvem acções do género nos municípios da província.

A directora provincial da Indústria, Geologia e Minas na Huíla anunciou que as empresas estão a fazer a prospecção de rochas ornamentais, britadeiras, areeiros, cerâmicas, agro-mineral e água.

Paula Joaquim informou que o processo abrange ainda a prospecção de metais básicos e outros tipos de minerais, como ferro, ouro, que em função dos resultados, poderão apoiar o processo de diversificação da economia em curso.

Outras valências

O governo da província da Huíla está igualmente a incentivar a exploração e transformação do granito negro em pedras para o uso de calcetamento em algumas ruas e passeios da cidade do Lubango e sedes municipais da Huíla e outras províncias.

A responsável do sector explicou que a primeira experiência aconteceu na estrada que dá acesso à Fenda da Tundavala. O processo, disse, vai continuar.

Paula Joaquim referiu que a mesma acção está a ser aplicada na avenida que liga o bairro Lucrécia, passando pelo largo do supermercado Millenium, até a escola do Ensino Secundário do I Ciclo ”7 de Março”, no bairro da Laje.

Afirmou que para além de permitir uma durabilidade aceitável, o material proporciona uma beleza diferente.

A directora da Indústria, Geologia e Minas da Huíla destacou que é uma das exigências das autoridades, o uso e valorização do produto nacional.

“O ganho faz com que se valorize o que é nosso. O granito é bom, resistente e dá uma beleza diferente às obras”, reconheceu.

Brigada dinamiza fiscalização

A fiscalização das actividades de exploração e transformação de granito e outros minerais na Huíla ganhou novo alento com a criação da nova brigada.

A directora provincial do sector na Huíla disse que estão a ser fiscalizadas, entre outras actividades, o próprio processo de transportação dos produtos minerais, verificação do estudo de impacto ambiental.

Ainda no âmbito da mesma brigada, precisou, fizeram-se duas fiscalizações no município de Quilengues, na localidade intensamente afectada pelo garimpo do minério quartzo ametista para sua contenção.

A responsável precisou que em relação à operacionalização das empresas, no princípio de 2014, eram cerca de 40, mas que por razões de vária ordem até final de 2014, foram contabilizadas 27.

Produção de 2013

As empresas de exploração de rochas ornamentais, que operam na província da Huíla, produziram 63.740 metros cúbicos de granito negro, em 2013, sendo 17.445 exportados para Portugal, Espanha, Itália e China.

Das empresas exploradoras destaca-se a Angostone que produziu 13.500 metros cúbicos, naquele ano, e exportou 784 metros cúbicos de granito, a Rodang que explorou 6.220 metros, enquanto a Metarochas 2.124 metros cúbicos de minério.

Além dessas empresas, existem outras que se dedicam à transformação de granito em brita, extracção de areia, argila e de calcários. (jornaldeeconomia.ao)

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