Moxico: Problemas do ensino superior devem ser resolvidos pelos africanos – responsável universitário

Escola Superior Politécnica do Moxico (Foto: RNA)

Luena – Os problemas do ensino Universitário no continente Africano devem ser resolvidos pelos próprios africanos, disse neste domingo, na cidade do Luena, o director adjunto para área académica da Escola Superior Politécnica do Moxico, Agnaldo Cahilo.

Escola Superior Politécnica do Moxico (Foto: RNA)
Escola Superior Politécnica do Moxico (Foto: RNA)

O académico que dissertava o tema “África 52 anos de avanços e retrocessos na educação de novas gerações e promoção do desenvolvimento”, iniciativa do secretariado provincial da JMPLA, encorajou as direcções das universidades do continente a solucionarem os problemas de infra-estrutura, bibliotecas, professores, bibliografias e admissão de estudantes sem qualidade com que se debatem.

Sugeriu que para se alcançar a qualidade de ensino desejado em África, é necessário que as instituições de ensino superior sejam independentes e os seus dirigentes eleitos pela assembleia da instituição que reconhecem as qualidades do cidadão, ao invés do Estado e pelo ministério de tutela.

Falando perante os alunos das escolas do Iº e IIº ciclos de ensino e militantes da JMPLA sobre o surgimento da universidade em Angola e no Moxico em particular, o responsável declarou que os primeiros sinais de universidades em África surgiram na década 60 no século XX, mais com políticas de ensino dos colonizadores.

Fez saber que o alcance das independências dos países africanos impulsionou o desenvolvimento do ensino superior na região fruto das consequências da segunda guerra mundial.

No caso particular de Angola, disse já existem muitas instituições de ensino superior, o que não se verificava no passado e apelou a quem de direito para primar pela qualidade de ensino e não pela quantidade, a fim de se garantir a boa formação ao cidadão.

Recordou que em Angola a universidade surge em 1962 com pólos nas províncias de Luanda, Huíla e Huambo. “Mas ninguém tinha requisitos na altura para se candidatar e não passava da política que o colonialista português tinha traçado para mostrar que estava preocupado com a formação do povo angolano”.

Em 1985 segundo o director académico da Escola Superior Politécnica do Moxico, a Universidade de Angola foi transformada em Universidade Agostinho Neto, tendo daí criado pólos nas demais províncias para a expansão do ensino superior no país.

Fez saber que a província do Moxico foi agraciada com um pólo universitário, em 2009, no âmbito da implementação das novas universidades no país por regiões académicas. (portalangop.co.ao)

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