Modelo operacional da Sonangol “fracassou” e “está falido”

Francisco de lemos (Foto: D.R.)
Francisco de lemos (Foto: D.R.)
Francisco de Lemos
(Foto: D.R.)

O presidente da petrolífera, Francisco de Lemos, entregou aos gestores da maior empresa nacional e suas subsidiárias o “catecismo” para a saída da Sonangol de uma situação de extrema dependência de terceiros.

A gestão da Sonangol vai pôr em marcha um novo “modelo operacional”, após ter assumido que o modelo em vigor é “insustentável”. Num documento interno intitulado Resgate da Eficiência Empresarial, a que o Expansão teve acesso, Francisco de Lemos Maria, presidente do conselho de administração da companhia, traça as linhas mestras daquele que deverá ser o ‘catecismo’ da maior empresa nacional até 2017, depois de fazer um diagnóstico muito crítico da Sonangol, que se tornou demasiado dependente de terceiros, incapaz de “mover-se por si própria”.

O “guião” baseia-se em três princípios básicos para a “criação de uma empresa robusta”, retirados de um artigo da Harvard Business Review, que há cerca de um ano tinha sido distribuído aos principais líderes da empresa, incluindo subsidiárias – e ao qual, segundo o documento, apenas o CEO da Sonangol Investimentos Industriais (SIIND) tinha reagido “formalmente”: “Competir nos factores de diferenciação e não pelo preço”; “priorizar o aumento da receita em detrimento do corte de custos”; e “não há mais regras”.

“O actual modelo operacional, que adquiriu dimensão diferente e acrescida após 2008, caracteriza- -se pela crescente dependência da Sonangol, quer da ‘contribuição de terceiros’ para a geração de resultados, quer de outsourcing de serviços do básico ao especializado”, assume Francisco de Lemos Maria, que qualifica o sistema de “insustentável”. (expansao.ao)

Por: Ricardo David Lopes

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