Moção de confiança aprovada na Guiné-Bissau

Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro guineense (Comissão Europeia)
Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro guineense (Comissão Europeia)
Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro guineense
(Comissão Europeia)

O parlamento guineense aprovou uma moção de confiança ao governo num debate de urgência.

O primeiro-ministro requerera uma moção de confiança aos deputados em carta, onde fundamenta a necessidade de estabilidade institucional e normal funcionamento das instituições da república. Na carta, o Chefe do Governo defende que é preciso harmonizar posições e esforços do Governo e da ANP a transmitir aos parceiros.

A situação política volta a estar tensa devido ao que se chamou de desentendimento entre os titulares dos órgãos da soberania.

Na tentativa de mediar a situação, a Comunidade Internacional promove encontros separados com o Primeiro-ministro e com o Presidente da República.

O Representante Especial do Secretário-Geral da ONU no país, o são-tomense Miguel Trovoada, encontrou-se com o Primeiro-ministro e o Representante da União Africana, o também diplomata são-tomense Ovídeo Pequeno, reuniu-se com o Presidente da República.

Os encontros contaram com a participação de alguns embaixadores acreditados no país.
Assumindo um papel de medianeiro, o Presidente do Senegal Macky Sall convocou a Dacar o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira que viajou esta tarde após uma reunião de Conselho de Ministros.

Os deputados acabaram por votar à unanimidade a confiança ao governo.

Falando esta manha à imprensa, o primeiro-ministro levantou a possibilidade de discutir para breve com o Presidente a questão de remodelação governamental, isso depois dos percalços com o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares e o Secretário de Estado da Cooperação e Comunidades ter sido detido por alegado envolvimentos de venda de passaportes.

Noutro plano o Presidente da Comissão da UEMOA inicia uma visita a Bissau em conjunto com as autoridades nacionais sobre os fundos de desenvolvimento comunitários no valor de 47 biliões de francos cfa disponibilizados pela União.

A UEMOA, reunida em comissão técnica, manifestou-se preocupada com o fraco nível de absorção dos fundos disponíveis para a Guiné-Bissau (rfi.fr)

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