Moçambicanos celebram hoje 40 anos de independência

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A República de Moçambique celebra hoje (25 de Junho), os 40 anos desde a proclamação da sua independência nacional, cujo acto central terá lugar no estádio da Machava e contará com a presença de distintas figuras, entre as quais o Vice-presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente, em representação do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos

No estádio da Machava, moçambicanos de todas as regiões, extratos sociais e crenças religiosas irão reviver os momentos e percursos da luta pela auto-determinação dos moçambicanos, assim como homenagear os heróis tombados nesta luta.

Ao longo dos últimos dias, centenas de actividades, que vão das artes ao desporto, têm marcado a vida dos moçambicanos na capital e no interior, servindo para a reafirmação da unidade nacional, apesar das diferenças.

No entanto, os festejos são encarados de modo diferentes pelas duas principais forças políticas, isto é Frelimo e Renamo, sendo no entanto ponto assente o valor da independência nacional.

Em declarações à imprensa angolana a propósito dos 40 anos de independência nacional, estas formações políticas concentram-se em campos ou pontos de vista extremamente opostos.

Para o porta-voz da Frelimo, Damião José, a data representa um marco indelével na história da Frelimo e povo moçambicano, sendo portanto um grande orgulho para todos.

O porta-voz do partido que governa acrescenta ainda que este é, naturalmente, um momento também de reflexão para compreender o que eram os moçambicanos, o que são agora e projectar o futuro.

Acrescenta que com a proclamação da independência nacional os moçambicanos passaram a ter uma pátria e um nome próprio, passando dai a experimentar uma nova vida em que são os obreiros do seu destino.

O também membro do Comité Central da Frelimo e secretário para a Mobilização e Propaganda, acrescentou que repara-se com orgulho que no país existem muitas escolas que não existiam antes da independência nacional, bem como hospitais e quadros moçambicanos formados e que estão em várias frentes a trabalhar para o desenvolvimento do país.

Mas do que isso, reforçou que um dos grandes ganhos para o país até hoje foi a unidade nacional, que é também a força que ajuda os moçambicanos a consolidar as conquistas colectivas.

Damião José disse ainda que, ao comemorar-se os 40 anos da independência, existe um grupo de moçambicanos que pertencem a uma determinada geração, que todos devem saber agradece-la. “Esta é a geração de 25 de Setembro, ou combatentes da luta de libertação nacional”

“Foi graças a entrega e determinação destes compatriotas que a 25 de Junho de 1975 chegamos a proclamar a independência de Moçambique”, salientou.

Já o porta voz da Renamo, António Muchanga, está-se perante um marco muito importante, uma vez que conseguiu-se fazer com que o colonizador deixasse o país.

Adianta que, no entender do seu partido, as expectativas dos moçambicanos não foram cumpridas e muito ainda terá de ser feito para que todos vivam melhor.

Dai te realçado a importância de uma melhor partilha dos recursos do país, dai que o caminho ainda ser longo, bem como uma maior valorização da autoridade e valores nacionais.

No domínio da política, apesar de considerar que os últimos passos têm sido animadores, ainda há muito por se negociar, para o bem da reconciliação nacional.

A 25 de Junho de 1975 os moçambicanos proclamavam a independência da então colónia portuguesa e manifestavam claramente o desejo de tornarem-se autónomos política, económica e financeiramente para a condução dos destinos da sua pátria.

Hoje, passados 40 anos, os cerca de 24 milhões de moçambicanos fazem o balanço e projectam os desafios para os próximos anos, tendo em vista a visão dos heróis desta nobre nação como Samora Machel e Eduardo Mondlane.

A República de Moçambique é um país localizado no sudeste da África, banhada pelo Oceano Índico, a leste, e que faz fronteira com a Tanzânia, ao norte, Malawi e Zâmbia, a noroeste. Tal como Angola, é membro da SADC, CPLP e PALOP. (portalangop.co.ao)

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