Miller Gomes aponta caminhos para arranque do laboratório de investigação do futebol

Miller gomes- treinador de futebol, durante a conferência de futebol (Foto: Foto cedida)
 Miller gomes- treinador de futebol, durante a conferência de futebol (Foto: Foto cedida)

Miller gomes- treinador de futebol, durante a conferência de futebol (Foto: Foto cedida)

Miller Gomes, treinador actual detentor do título do Girabola, sugeriu esta quinta-feira, em Luanda, que a implementação de um laboratório de investigação de futebol no país seja feita de forma faseada e ajustada à realidade de Angola.

Em declarações à Angop após uma palestra sobre a experiência do Sport Lisboa e Benfica na implantação de um laboratório de investigação do futebol, Miller Gomes admitiu tratar-se de um exemplo que se pode seguir e sugere que, no caso de Angola, se podia dar os primeiros passos com questões de nutrição e prevenção de lesões.

O treinador do Kabuscorp da I divisão nacional disse que um laboratório do género pode ser analisado em várias perspectivas.

“Ouvimos falar em laboratório e direccionamo-lo para questões mais de medicina e coisas do género, mas este tipo de laboratório s esse é multidisciplinar, responde também de alguma maneira a área de informação e análise do treino, adversários, scouting, potencia os atletas e outras areas que atendem uma equipa de futebol, e naturalmente que elas todas devidamente estruturadas e apresentadas para equipa técnica, vêm contribuir e facilitar a vida cada vez mais do treinador”.

Para o caso de Angola, disse, deve adaptar a realidade, ajustá-lo: “Sabemos que estes laboratórios além de acarretarem custos, obrigam também a estudos de alguma maneira até mesmo não só transversais mas também longitudinais, e eles precisam de tempo. mas como disse o palestrante, alguma coisa tem de ser feita”.

Assim, Miller Gomes avançou que para um primeiro passo, poder-se-ia começarmos a estruturar-se “para que as instituições possam ceder estes laboratórios, como por exemplo fez o Benfica, que o adaptou à sua realidade, com um laboratório ligieiramente diferente em relação a outros lcubes. Naquilo que eram as suas necessidades, o Benfica foi buscar para as respostas que se impunham. Nós também podemos trabalhar nesta perspectiva. Para atender, como é obvio, por exemplo, questões da nutrição e prevenção de lesões, depois entrar para as áreas mais específicas a nível do campo”.

“Para nós que já temos algum domínio, de experiências vividas noutras paragens, esse laboratório obviamente vem dar um suporte muito grande às equipas técnicas e não só”, afirmou o técnico.

Questionado sobre o grau de prioridade que deve merecer um laboratório desse tipo no âmbito do futuro plano nacional do futebol, atribuiu seis pontos numa escala de zero a 10.

“Devemos pensar na implementação desse laboratório de uma escala de um a 10, digo lhe seis, portanto, ligeiramente acima do meio daquilo que são as necessidades e as prioridades, porque entendo que devem ser criadas primeiro todas as condiçoes para que ele possa ser implementado; depois também sabemos que estes vem dar resposta aquilo que sao as nossas preocupações, por exemplo, em angola ainda fazemos as detecções de talentos e jogadores potenciais a olhometro. E o labortatório obviamente vem dar suporte aquilo que de forma empírica, aqui entre aspas a palavra, nós vamos trabalhando. Então penso que numa escola de zero a 10, o seis se ajusta na minha perspectiva”.

A I conferência nacional do futebol foi aberta esta quinta-feira e vai decorrer até sábado, no palácio da justiça em Luanda. (portalangop.co.ao)

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