Maputo Presidente moçambicano na cooperação com América Latina e Ásia

(D.R)

O Presidente de Moçambique afirmou hoje que o país vai apostar no estreitamento das relações de cooperação com a América Latina e a Ásia, reforçando as relações com outros blocos regionais, incluindo a União Europeia.

(D.R)
(D.R)

“A cooperação sul-sul tem ganho proeminência nos últimos anos, neste quadro, pretendemos continuar o estreitamente das relações de cooperação com os países asiáticos e da América Latina, sobretudo, no quadro da diversificação dos nossos parceiros económicos”, disse Filipe Nyusi, falando no lançamento das comemorações dos 40 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre Moçambique e o mundo, que se assinalam no próximo dia 25, data da independência do país.

Segundo o chefe de Estado, Moçambique vai igualmente privilegiar as históricas relações com os países vizinhos e da África Austral, trabalhando na integração regional, em prol da estabilidade política, social e económica.

“A política externa de Moçambique continuará a prestar uma relação especial ao estreitamento das relações de cooperação com os países vizinhos e países da região, nessa esteira, reforçaremos o nosso papel no âmbito bilateral e no quadro da SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral]”, declarou.

Moçambique, assinalou o Presidente da República, valoriza e manterá a aposta no reforço da cooperação profícua com diversos parceiros de desenvolvimento, com destaque para a União Europeia, Commonwealth, países nórdicos, da América do Norte e Oceânia.

Filipe Nyusi considerou que o país tem condições para se tornar numa economia forte nas próximas décadas, como resultado dos recursos energéticos que têm sido descobertos nos últimos anos.

“A nossa diplomacia deve continuar a perspetivar a promoção da imagem de uma nação estável e democrática, empenhada na promoção de uma paz real e efetiva”, enfatizou Nyusi.

Ainda na frente diplomática, Moçambique continuará a conferir um lugar de destaque às relações com as Nações Unidas, tendo em conta que a organização esteve com o país nos momentos difíceis e de glória da história de Moçambique.

Por seu turno, a alta comissária da Tanzânia em Moçambique, Shamim Baby Nyanduga, cujo país apoiou a luta de libertação contra o colonialismo português e foi o primeiro a estabelecer relações diplomáticas com Moçambique, sublinhou as ligações de irmandade e os laços históricos entre os povos dos dois países

“Somos irmãos de sangue, que, por acidente histórico, acabaram por ficar em dois países diferentes. Temos [as etnias] macondes e macuas dos dois lados da fronteira”, frisou Nyanduga.

Salientando que a Tanzânia não se sentiria livre sem a independência de Moçambique, a diplomata tanzaniana destacou que o seu país sofreu represálias do exército colonial português pelo apoio que prestou à Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), movimento que combateu o colonialismo e proclamou a independência do país a 25 de junho de 1975.

“Os moçambicanos atravessaram da Tanzânia, através do rio Rovuma para Cabo Delgado, para Mueda e outros lugares, para lançar ataques contra as forças coloniais, Por causa disso a Tanzânia sofreu ataques de retaliação”, afirmou Shamim Baby Nyanduga. (noticiasaominuto.com)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA