Mapa mundi mostra os 278 cabos submarinos que conectam todo o mundo à Internet

(Foto: D.R.)
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Os cabos submarinos cortam todos os oceanos da Terra e, entre outras coisas, são os principais responsáveis por levar a internet para todo mundo. Para mostrar a importância deles, a TeleGeography, empresa de consultoria e pesquisa de mercado de telecomunicações, divulgou um mapa atualizado que mostra todos os cabos que conectam todos os continentes.

Ao todo são 278 cabos submarinos presentes em nossos mares e que levam a internet para cerca de três bilhões de pessoas. O novo mapa, que tem elementos de cartografia medieval e renascentista, foi criado como uma homenagem à Era das Grandes Navegações. Ele também possui imagens que mostram causas comuns de falhas, como navios de pescas, âncoras e trincheiras.

Cabos submarinos

No Brasil, existem seis cabos em atividade: SAM 1, SAC, Globenet, Americas II, Atlantir-2 e Unisur. Nenhum cabo novo foi inaugurado no País desde 2001, mas isto deve mudar por causa da exigência de banda ter crescido nos últimos tempos graças à população cada vez mais conectada. A previsão é que o Brasil receba cinco novos cabos nos próximos anos.

Além disso, algumas imagens mostram algumas curiosidades sobre os cabos, como, por exemplo, como eles são por dentro. Na imagem abaixo podemos ver que, na verdade, um cabo é uma “inception” de cabos um dentro do outro.

Cabos submarinos

Outra imagem mostra que em algumas praias há até mesmo placas do Google pedindo para que os banhistas tomem cuidado com eles.

Cabos submarinos

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NÃO, O CABO SUBMARINO PARA A EUROPA NÃO PRETENDE SEPARAR O BRASIL DOS EUA

A internet ficou furiosa após uma notícia do Gizmodo  informando que um novo cabo submarino entre Brasil e Europa significaria o início de um rompimento da relação do país com os Estados Unidos. Calma, não é bem assim: a fibra óptica pretende melhorar a conexão com a internet dos brasileiros e também reduzir custos.

É certo que existam vários cabos submarinos ligando Brasil e Estados Unidos. Esses cabos são praticamente essenciais para nós, já que boa parte do conteúdo utilizado pelo Brasil está hospedado no exterior, sobretudo Estados Unidos e Europa. Como os Estados Unidos possuem cabos espalhados para diversos cantos do planeta, servem como uma espécie de hub para troca de conteúdo com o resto do mundo.

A ideia de construir um cabo óptico até a Europa tem como objetivo evitar esse hub. Isso é bom por dois motivos: reduzir o custo de conexão (não é barato trafegar uma informação entre Brasil, Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo) e, na pior das hipóteses, passar a ter um plano B de comunicação caso algo errado aconteça, tanto na relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos como em algum possível ataque ou reclusão por parte dos americanos.

Antes de se deixar levar por todo esse burburinho levantado pela imprensa americana, é importante notar que o Brasil já possui um cabo submarino ligado directamente com a Europa há mais tempo: trata-se do Atlantis 2, que está em operação desde 2000 e tem capacidade atual de 20 gigabits por segundo.

Hoje, 20 gigabits por segundo é insuficiente para manter o tráfego entre dois continentes. O novo cabo, que será construído pela Telebras foi planeado desde Setembro de 2012  (muito antes de surgir o escândalo da NSA, em julho de 2013) e ainda não teve sua capacidade divulgada.

A utilização de tecnologia não-americana para a construção do cabo é algo bastante recorrente no setor de comunicações brasileiro, que prioriza a utilização de tecnologia nacional. Ainda não foi divulgada a capacidade do novo cabo submarino, mas não importa qual ela seja: o Brasil continuará dependendo fortemente dos Estados Unidos para se comunicar com o resto do mundo.

Portanto, não há o que temer. A tendência natural é que futuramente surjam mais cabos submarinos conectando o Brasil diretamente com outros países, otimizando nossa conexão. Além da ligação direta entre Brasil e Europa, a Telebras pretende construir mais outros três cabos ópticos, ligando o Brasil ao próprio continente americano (!) e africano, além de um dentro do país para integrar o território.

É bom lembrar que existe mais um cabo submarino planejado ligando o Brasil aos Estados Unidos: o Google, a operadora Algar, a uruguaia Antel e a Angola Cables anunciaram  uma estrutura que ligará a cidade de Boca Ratón, na Flórida, até as cidades de Fortaleza e Santos. (tecnoblog.net)

 

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