Manifestações na Europa em solidariedade aos migrantes

(Foto de ADAM BERRY/AFP)
(Foto de ADAM BERRY/AFP)
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Milhares de pessoas saíram às ruas neste sábado na Alemanha, Itália e França para expressar solidariedade com os migrantes na Europa e contra a austeridade na Grécia por ocasião do Dia Mundial dos Refugiados.

Em Berlim se reuniram 3.700 pessoas, de acordo com a polícia, 10.000 segundo os organizadores.

Os manifestantes se reuniram sob o lema “Fazer a Europa de outra maneira”, convocadas por várias organizações de esquerda, em particular dos partidos da oposição alemã Die Linke e Grünen.

Os participantes gritaram frases pró-imigração no Dia Mundial dos Refugiados. “Não às fronteiras, não às nações, parem as deportações” e “Os refugiados são bem-vindos aqui” estavam entre as mais repetidas.

Alguns manifestantes exibiram bandeiras gregas ou cartazes de apoio a Atenas, actualmente em uma fase crítica das negociações com os credores e ameaçada de abandonar a zona do euro.

“A Europa tecnocrata, fria e neoliberal dirigida pela Alemanha é insuportável”, afirma um cartaz.

Na Itália, na capital Roma, quase mil manifestantes se reuniram diante do Coliseu para defender os refugiados. Também foram registados actos de apoio à Grécia.

“Estamos aqui para salvar a nossa Europa, com os imigrantes, os refugiados e a Grécia incluídos. A Europa deve pertencer a todo o mundo e não só aos alemães ou aos brancos”, explicou à AFP Luciano Colletta, um aposentado de 66 anos.

Em Paris, milhares de pessoas – 3.500, segundo a polícia – marcharam pelas ruas em apoio aos migrantes e ao povo grego. Também foram registadas manifestações em outros pontos da França.

Na frente da marcha parisiense, na qual tremulavam bandeiras do Parti de Gauche, Partido Comunista, Verdes e outras gregas, se localizaram em particular os representantes das duas primeiras forças políticas, Jean-Luc Mélenchon e Pierre Laurent.

Em Barcelona (nordeste da Espanha), a nova prefeita, a ‘indignada’ Ada Colau, participou de uma manifestação exigindo o fechamento de um centro de internação de migrantes em sua cidade onde, segundo várias ONGs, são prejudicados os direitos dos migrantes irregulares.

Durante o dia, foram registadas outras mobilizações na Europa, embora também tenha havido marchas contra as políticas de acolhida aos imigrantes.

Em Bratislava, 8.000 pessoas participaram de uma marcha contra os migrantes e as cotas de migrantes, em resposta a uma convocação do movimento “Detenham a islamização da Europa”, segundo veículos locais.

“Desejo-lhes um bom dia branco (…) Estamos aqui para defender a Eslováquia”, disse aos manifestantes Marian Kotleba, governador da região de Banska Bystrica (centro) e líder do partido popular de extrema direita ‘Nossa Eslováquia’.

Ao fim da manifestação, foram registados incidentes entre grupos pequenos e as forças de ordem, que detiveram 140 pessoas, segundo a agência eslovaca TASR. Na estação de trem de Bratislava, homens não identificados atacaram com garrafas e pedras uma família árabe. (afp.com)

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