Líderes da extrema-esquerda assumem comando em Madrid e Barcelona

Palácio real, em Madri. (Foto: Getty Images)
Palácio real, em Madrid. (Foto: Getty Images)
Palácio real, em Madrid. (Foto: Getty Images)

Em uma grande virada política na história da Espanha, líderes da extrema-esquerda assumem neste sábado o comando das duas maiores cidades do país, Madrid e Barcelona, com o apoio do recém-criado partido político anti-austeridade Podemos, oriundo do movimento Indignados.

Em Madrid, a prefeitura será conduzida pela juíza aposentada Manuela Carmena, de 71 anos. Em Barcelona, o governo será assumido pela jovem Ada Colau, de 41 anos, uma activista que luta em favor dos desabrigados.

As duas foram eleitas no pleito do último dia 24 de Maio, para as câmaras municipais de suas cidades. Na Espanha, o prefeito é como o primeiro-ministro dos países que adoptam o parlamentarismo. É preciso se eleger para a câmara e depois formar uma maioria entre os eleitos para escolher o chefe do governo.

Foi o que Carmena teve de fazer em Madrid. Ela se candidatou de forma independente, sem filiação a nenhuma partido, o que é permitido na Espanha. No entanto, contou com o apoio de um bloco chamado Ahora Madrid, que inclui o Podemos.

O bloco conseguiu 20 dos 57 assentos, um a menos que o conversador e até então governanta do Partido Popular. Para formar uma maioria, Carmena conseguiu, depois da eleição, o apoio do Partido Socialista, de centro esquerda e dono de nove assentos, o suficiente para garantir a governabilidade. O Partido Popular ficou 24 anos no poder da capital espanhola.

O Podemos é um partido criado no ano passado, em meio à crise económica vivida pela zona do euro, com propostas de esquerda e contrárias a medidas de austeridade. O líder do grupo, o professor universitário Pablo Iglesias, é um grande apoiado do Syriza na Grécia.

“Madrid e Barcelona serão, pela primeira vez, governadas por coligações lideradas por movimentos sociais, não por partidos políticos”, disse Iglesias. Tanto Carmena quanto Colau prometem cortar seus salários e eliminar regalias de ricos e famosos. (yahoo.com)

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