Liderança estratégica cria eficácia nas acções

Formação de gestores públicos foi realizada na Escola Nacional de Administração (ENAD) em parceria com o Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP) e a Center for Creative Leadership. (Foto EFIN)
Formação de gestores públicos foi realizada na Escola Nacional de Administração (ENAD) em parceria com o Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP) e a Center for Creative Leadership. (Foto EFIN)
Formação de gestores públicos foi realizada na Escola Nacional de Administração (ENAD) em parceria com o Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP) e a Center for Creative Leadership.
(Foto EFIN)

Os gestores públicos e membros dos conselhos de administração das empresas públicas e privadas participaram da acção de formação sobre competências e ferramentas que ajudam a melhorar as empresas

Os líderes enfrentam, actualmente, o desafio de fazer com que todas as pessoas da equipa executiva às linhas da frente se desloquem como uma só entidade na direcção certa, onde a eficácia deste mesmo líder é ajudada pela sua capacidade ou prejudicada pela sua incapacidade de liderança à mudança. É nesta perspectiva que na Escola Nacional de Administração (ENAD), em parceira com o Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP) e a Center For Creative LeaderShip, no âmbito do fortalecimento da capacidade técnico-profissional dos gestores públicos angolanos, receberam uma formação sobre “liderança eficaz através do pensamento, acções e influências estratégicos”, que foi presidida pelo ministro da Economia, Abrahão Gourgel e pelo director do Gabinete de Quadros da Presidência da República, Aldemiro Vaz da Conceição, ladeados pel0 presidente do Conselho de Administração da Enad, José Ribeiro, e pelo presidente do Conselho de Admistração do Isep, Henda Inglês.

Para Aldemiro Vaz da Conceição, o desenvolvimento de Angola passa pela formação, capacitação e aumento da competência dos seus quadros, desde gestores e não gestores. “A transformação dos recursos naturais do país passa fundamentalmente pela formação dos seus filhos”, considerou.

Por outro lado, o ministro da Economia, Abrahão Gourgel, disse que a formação, dirigida principalmente aos presidentes dos conselhos de administração e a outros dirigentes das empresas públicas e privadas, vai contribuir para melhorar a alocação e o manuseamento de recursos das respectivas empresas. “Dadas as dificuldades orçamentais que se vivem de momento no país, é fundamental e indispensável a realização de várias acções formativas nas mais variadas áreas do sector empresarial, para se contornar isso”, disse.

A acção de formação enquadra-se no âmbito do plano nacional de formação de quadros para o sector empresarial público e privado, do Executivo angolano, e contou com a dissertação dos professores Clemson Turregano, mestre em ciência política administração pública pela Universidade de Siracusa e Katie Dardagan, também mestre em psicologia clínica aplicada às organizações, professores com uma vasta experiência em matérias de gestão e liderança.

Objectivos da formação

O programa de formação de gestores públicos e privados tem como objectivo ajudar os líderes a conhecerem os pontos fortes e fracos da sua liderança estratégicos e a adquirirem competências e ferramentas novas para resolverem os desafios profissionais específicos. Nesta acção de formação, participaram presidentes e membros dos conselhos de administração de empresas públicas e privadas, que absorveram conteúdos de carácter transversal como os desafios estratégicos, gestão da popularidade, desafios pressupostos, liderança estratégica e inovadora, criação de uma cultura centrada ao clíente, liderança que atravessa fronteira e durante a transição, o factor R e a resistência à mudança. Além disso, vai ajudar os mesmos a tirarem partido das competências novas para resolverem desafios profissionais específicos.

Liderança moderna

De acordo com as lições extraídas, não basta ter uma estratégia para atingir as metas definidas, fomentar um desempenho elevado e alinhar as acções a curto prazo com uma direcção a longo prazo; é preciso uma liderança estratégica, porque os líderes estratégicos não só prevêem,como devem fometar mudanças que acarretem tanto uma maior complexidade, como tensões novas para a organização, daí que os líderes dão forma à cultura, influenciando-a e definindo uma estratégia de liderança que suporte a estratégia empresarial.

Por sua vez, os líderes devem igualmente tirar partido da sua popularidade, resolvendo as prioridades contraditórias e equilibrando as pressões a curto e a longo prazo. Eles podem também ultrapassar as fronteiras organizacionais, através do incentivo às tomadas de decisões e uma colaboração independente. Estes foram ainda exortados a alinhar as estratégias da organização para que o cliente seja visto como parte integrante da empresa, conduzindo a organização a concentrar-se e a acrescentar valor para as partes envolvidas a fim de exercerem um impacto significativo nos resultados obtidos.

Para os prelectores, a liderança estratégica exige uma compreensão clara de desafios críticos e três competências essenciais, nomeadamente: pensar, agir e influenciar de forma estratégica para transformação dos recursos naturais do país passa pela formação dos seus filhos em todos os sentidos. (jornaldeeconomia.ao)

Por: Ismael Botelho

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