Líder do Sudão deixou África do Sul apesar do mandado de captura do Tribunal Penal Internacional

Omar al-Bashir (D.R)
Omar al-Bashir (D.R)
Omar al-Bashir (D.R)

Avião oficial do presidente sudanês descolou de Joanesburgo. Al-Bashir estava em África do Sul para uma cimeira e tinha sido impedido de sair até o país analisar mandado do TPI.

O avião oficial do Presidente sudanês descolou hoje de manhã do aeroporto militar de Joanesburgo, apesar de uma decisão judicial que proibiu a saída de Omar al-Bashir do território sul-africano, divulgaram os ‘media’ locais.

Até ao momento, não foi possível confirmar se o chefe de Estado sudanês estava a bordo do aparelho, que descolou do aeroporto militar de Waterkloof.

No domingo, um tribunal de Pretória proibiu temporariamente o Presidente do Sudão de sair da África do Sul, na sequência de um pedido de detenção por parte do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Omar al-Bashir, alvo de dois mandados de captura emitidos pelo TPI e acusado dos crimes de genocídio, crimes de guerra e de crimes contra a humanidade, tem por diversas vezes desafiado esta instância judicial internacional.

O chefe de Estado sudanês chegou no sábado a Joanesburgo para presidir à delegação sudanesa numa cimeira da União Africana (UA).

Elementos próximos de Omar al-Bashir não manifestaram qualquer sinal de preocupação perante a decisão do tribunal sul-africano.

“Esta ação judicial, é um assunto do governo sul-africano (…). Estamos aqui como convidados do governo sul-africano. Garantias foram dadas pelo governo”, declarou, no domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros sudanês, Ibrahim Ghandour.

Hoje de manhã, outro membro da delegação sudanesa afirmou que o Presidente Omar al-Bashir partiu hoje como previsto.

Dois mandados de captura foram emitidos pelo TPI contra o governante sudanês, em 2009 e 2010, por causa dos acontecimentos em Darfur, região ocidental do Sudão assolada pela violência desde 2003.

Mais de 300.000 pessoas morreram e cerca de 2,5 milhões foram forçadas a sair das suas casas devido ao conflito no Darfur, segundo as Nações Unidas.

Numa decisão divulgada no domingo, o TPI afirmou ter recordado, no passado dia 28 de maio, a África do Sul das suas obrigações enquanto membro da instância internacional, ou seja, a obrigação legal das autoridades sul-africanas de prenderem e entregarem Omar al-Bashir caso este entrasse no país. (dn.pt)

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