Jornalistas em seminário sobre “O direito a privacidade”

MANUEL MIGUEL DE CARVALHO- SECRETÁRIO-GERAL DA UJA (Foto: Lucas Neto)

Jornalistas de diversos órgãos de comunicação social e estudantes do curso de comunicação social participaram hoje, segunda-feira, num seminário sobre ?O direito a privacidade? promovido pela União dos jornalistas angolanos (UJA) em parceria com o Instituto de Política do Direito Internacional (ILPI) da Noruega.

MANUEL MIGUEL DE CARVALHO- SECRETÁRIO-GERAL DA UJA (Foto: Lucas Neto)
MANUEL MIGUEL DE CARVALHO- SECRETÁRIO-GERAL DA UJA (Foto: Lucas Neto)

Durante o encontro estão a ser abordados, entre outros, aspectos sobre as normas internacionais sobre a protecção dos direitos à privacidade na media, assim como examinou as inúmeras convenções sobre os direitos humanos e constituições universais.

Em declarações à imprensa no acto de abertura do encontro, o secretário-geral da UJA, Miguel de Carvalho “Wadijimbi”, considerou o seminário oportuno porque vem despertar a consciência dos jornalistas sobre a importância da privacidade e o respeito a vida dos cidadãos no momento em que se trata de qualquer peça jornalística.

“A doutrina nos ensina que a noção de privacidade, o direito e a disponibilidade de informações a cerca de cada um de nós deve ser respeitado“, disse, referindo que a  declaração dos direitos humanos de 1948 expressa que quem sofrer arguições arbitrárias na sua vida privada, família e no seu domicilio contra a sua honra e reputação tem direito a protecção da lei.

O responsável lembrou a constituição angolana que consagra no número 1 do artigo 32, com a epigrafe “direito a identidade, privacidade e a integridade”, expressa que a todos são reconhecidos os direitos a identidade pessoal, a capacidade civil, a nacionalidade, a reputação, a imagem e a palavra, enquanto o seu número 3 do artigo 40 estabelece os limites a essa liberdade.

“Isso para mostrar que existem documentos suficientes para que os jornalistas na sua acção diária e nas redacções possam acautelar o respeito pela vida privada das famílias”, frisou. (portalangop.co.ao)

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