João Paulo Cunha discursa em ato político com petistas

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SÃO PAULO. Condenado no mensalão e cumprindo pena em regime aberto, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha discursou nesta quinta-feira por quase uma hora para militantes petistas, em ato realizado na sede do PT de Osasco, na grande São Paulo.

O petista fez análise de conjuntura e deu orientações a correligionários para as eleições municipais do próximo ano. Ele reconheceu eventuais erros cometidos pelo PT, mas disse não ser esta a causa principal das críticas à legenda.

“O PT errou? Claro que errou. Errou demais. Errou no mensalão. Errou agora de novo. Mas não é por isso que o PT tem apanhado tanto”, afirmou João Paulo, segundo a “Folha de S. Paulo”, mencionando que o partido seria alvo de ataques de uma elite contrariada com a administração petista.

O encontro foi divulgado de forma discreta por militantes do partido em redes sociais.

“Vamos tomar um café e bater um papo em comemoração ao aniversário do nosso amigo”, era a mensagem de divulgação, sem mencionar o nome de João Paulo, que faz aniversário neste domingo e foi autorizado pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal a viajar para comemorar a data.

O presidente municipal do PT em Osasco, José Pedro da Silva, disse ao GLOBO que o convite foi discreto “porque havia dúvida se ele poderia participar desse tipo de encontro”.

– (Em seu discurso), ele disse que o partido (PT) não fez nada diferente do que os outros faziam – contou o dirigente.

– Era um café para comemorar o aniversário dele. Quando pessoas que gostam de política se encontram, não tem como deixarem de falar sobre política – justificou a vereadora petista Professora Mazé.

Em dezembro de 2012, o STF determinou a suspensão dos direitos políticos dos condenados no processo do mensalão. No fim do ano passado, o ex-deputado Roberto Jefferson, que cumpre pena em regime semiaberto, foi proibido de falar sobre política com a imprensa, por determinação do ministro Luís Roberto Barroso. Para ele, alguém com direitos políticos cassados “não poderia participar da vida política”.

O GLOBO procurou Barroso para saber se a situação de João Paulo é semelhante à de Jefferson. A chefia de gabinete do ministro informou que ele não poderia responder, porque estava em viagem ao exterior. (yahoo.com)

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