Jihadista argelino Belmokhtar morre em ataque dos EUA na Líbia

(AFP)
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O jihadista argelino Mokhtar Belmokhtar morreu em um bombardeio dos EUA no leste da Líbia – informou neste domingo o governo reconhecido pela comunidade internacional, com sede em Tobruk.

Esse governo disputa o controle do país com um grupo instalado em Tripoli, apoiado pela coligação de milícias Fajr Libya (Alvorada Líbia).

O Pentágono confirmou a notícia.

“Aviões americanos realizaram uma operação que terminou com a morte de Mokhtar Belmokhtar e de outros combatentes líbios que pertenciam a uma organização terrorista no leste da Líbia”, anunciou Tobruk em nota divulgada em sua página no Facebook.

O governo com sede em Tobruk disse que foi consultado pelos Estados Unidos antes da operação.

Pouco antes, o Departamento americano da Defesa havia informado que o Exército dos EUA atacou um “associado terrorista da Al-Qaeda” na Líbia.

“Estamos avaliando os resultados da operação e daremos informações adicionais quando for o momento”, afirmou mais cedo o porta-voz do Pentágono, coronel Steve Warren, acrescentando que a ofensiva aconteceu “na noite passada”.

Ex-chefe do grupo Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), Belmokhtar comandava o grupo jihadista Al-Murabitun.

Considerado autor intelectual da tomada de uma unidade de gás na Argélia em 2013, ele era procurado por vários países. Pelo menos 38 reféns morreram nesse episódio.

Leal à rede Al-Qaeda, Al-Murabitun nasceu em 2013 da fusão de “Os que assinam com sangue” de Belmokhtar e do Movimento para a União e a Jihad na África Ocidental (Mujao), no norte do Mali.

No mês passado, esse grupo anunciou sua adesão ao EI, mas Belmokhtar se distanciou dessas declarações. Analistas apontaram para a luta interna pelo poder da organização.

Mergulhada no caos desde a queda de Muammar Kadhafi em 2001, a Líbia é palco de violentos combates entre milícias fortemente armadas e conta hoje com dois governos e dois parlamentos.

Organizações jihadistas se aproveitaram do caos reinante para se infiltrar no país. Este foi o caso do Estado Islâmico (EI), que se implantou na Líbia no ano passado e anunciou, em 9 de Junho, ter tomado a cidade de Sirte (450 km ao leste de Tripoli) e uma central térmica próxima. (afp.com)

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