Itália: Produção agrícola melhorou significativamente em Angola

Representante permanente de Angola junto das Agências das Nações Unidas em Roma, Florêncio de Almeida (Foto: Miúdo)
Representante permanente de Angola junto das Agências das Nações Unidas em Roma, Florêncio de Almeida (Foto: Miúdo)
Representante permanente de Angola junto das Agências das Nações Unidas em Roma, Florêncio de Almeida (Foto: Miúdo)

O representante permanente de Angola junto das Agências das Nações Unidas em Roma, Florêncio de Almeida, disse, hoje, que os níveis de produção agrícola no pais têm melhorado significativamente, embora seja necessário incrementar a produtividade para melhorar as condições sociais das populações rurais.

O diplomata angolano, que falava na 39ª Sessão da Conferência da FAO, a decorrer de seis a 13 de Junho, manifestou a sua satisfação por Angola ter sido um dos países galardoados com um diploma da FAO, que reconhece o trabalho positivo do Governo angolano, neste sentido, ao alcançar com sucesso as metas do Milénio e da Cimeira Mundial da Alimentação.

“Este reconhecimento da FAO só nos incentiva a redobrar os esforços para continuar a lutar contra a fome e as suas causas, pelo que contamos, nesta caminhada, com a solidariedade e o apoio de todos os países e organizações, que tal como Angola, aspiram a um mundo sem fome”, afirmou.

Angola, em conjunto com outros países, num total de 72, foi distinguida, no último domingo, com um diploma, por ter alcançado a meta de Desenvolvimento do Milénio, ODM, ao reduzir pela metade a proporção de pessoas com fome e da Cimeira Mundial da Alimentação de 1996, ocasião em que os governos se comprometeram a reduzir para metade o número absoluto de pessoas subnutridas até 2015.

Para a FAO, 2015 marca o fim da busca pelo alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Essa fasquia será substituída pelos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, que estão actualmente a ser negociados pela comunidade internacional.

Florêncio de Almeida informou, por outro lado, que no que respeita às alterações climáticas, o seu país registou, nos últimos anos, situações preocupantes, com maior incidência nas regiões do Sul, que colocam sérios desafios ao sector familiar agrícola.

Para minimizar os efeitos dessa estiagem, disse, o Governo angolano concebeu e implementa programas de apoio às populações, pondo à sua disposição bens alimentares e não alimentares, cuidados de saúde e assistência médica e medicamentosa, bem como constrói e reabilita infraestruturas de apoio à produção.

Recordou ainda a realização com sucesso, em Angola, da Conferência sobre a Agricultura Familiar, que contou com a participação activa de entidades governamentais, associações de agricultores, centros de investigação, universidades e a sociedade civil, bem como delegados de vários países.

“A Agricultura familiar continua a merecer uma atenção particular do Governo angolano, por reconhecer o seu contributo na criação de emprego, geração de rendimentos, abastecimento dos mercados, melhoria das condições de vida das populações rurais, bem como na diversificação da economia”, acrescentou.

Florêncio de Almeida referiu-se também ao papel da juventude e da mulher rural como sendo questões prioritárias para o Governo angolano, que tem realizado encontros periódicos de auscultação, envolvendo toda a sociedade.

Felicitando, por fim, o Professor José Graziano da Silva, pela sua recondução ao cargo de director-geral da FAO, reafirmou o desejo de Angola continuar a trabalhar com a FAO, no combate à fome e à pobreza.

Os trabalhos da 39ª sessão prosseguem até sábado com a discussão de assuntos regionais e mundiais relacionados com as Conferências Regionais para o Próximo Oriente, Ásia, Pacífico, África, América Latina e Caribe, América do Norte e para a Europa realizadas em 2014.

Outros assuntos de destaque são a análise dos progressos realizados a respeito das metas e dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio de interesse para a FAO e a agenda para o Desenvolvimento depois de 2015 e a preparação para a celebração do 40º período de sessões da Conferência da FAO em 2016.

A delegação angolana, chefiada pelo ministro da Agricultura, integra também altos funcionários do Ministério da Agricultura e da representação angolana junto dos organismos da ONU sedeados em Roma. (portalangop.co.ao)

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