Itália: Obra sobre Agostinho Neto apresentada na Expo de Milão

Agostinho Neto (D.R)

Roma – A biografia “Agostinho Neto, uma vida sem tréguas, 1922-1979”, na versão italiana, foi apresentada, quarta-feira, no pavilhão de Angola na Expo de Milão, na Itália, pela Fundação António Agostinho Neto.

Agostinho Neto (D.R)
Agostinho Neto (D.R)

A obra, escrita há dez anos pelo jornalista angolano Acácio Barradas é um retrato biográfico do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, com testemunhos inéditos de familiares e amigos.

Durante a apresentação, a viúva do Presidente Agostinho Neto, Maria Eugénia, disse que a razão da apresentação desta obra é dar a conhecer à juventude a figura do “Poeta Maior” como um símbolo de firmeza, audácia, paciência, solidariedade, honestidade e fraternidade humana.

O livro, referiu, mostra os caminhos cheios de espinhos por onde Agostinho Neto passou sempre com a fé e a certeza na vitória e aviva os ideais de justiça e de paz sem os quais não poderemos construir um mundo melhor, em que todos os homens se sintam irmãos e beneficiem do progresso da nossa época.

“No ano em que Angola celebra o 40º aniversário da sua independência, proclamada por Agostinho Neto, a 11 de Novembro de 1975, justo é rebuscar aqueles que foram os protagonistas dessa gesta libertária”, disse.

Recordando a amizade e o apoio da Itália às lutas de libertação nacional dos povos africanos, Maria Eugenia Neto agradeceu à “Tuga Edizioni”, que viabilizou a edição italiana do livro prefaciada pela jornalista italiana Augusta Conchiglia, que se deslocou várias vezes a Angola para reportar a luta contra o colonialismo português.

A Comissária-geral do pavilhão de Angola na Expo, Albina Assis, sublinhou que “invocar Neto é reviver a conquista suprema da independência e soberania do povo angolano e assinalar o fim do colonialismo e da opressão estrangeira em África”.

Para Albina Assis, Agostinho Neto libertou também o seu povo através da sua obra literária, levando aos cantos do mundo um grito de liberdade que foi além da independência de Angola, até à libertação de outros povos da sub-região que no último quarto do século XX viviam ainda sob o jugo do opressor colonial.

O embaixador de Angola na Itália, Florêncio de Almeida, recordou que ultimamente a Itália tem sido palco de muitas iniciativas para promoção e divulgação da obra de Agostinho Neto.

Lembrou o lançamento na Universidade “La Sapienza”, em Roma, da obra “Agostinho Neto e a Libertação de Angola, 1949-1974, Arquivos da PIDE-DGS” e o colóquio sobre a vida e obra do Presidente Neto, organizados pela Embaixada de Angola, para assinalar o seu 90º aniversário natalício.

Acrescentou que a estas e diversas outras iniciativas se juntam a recente criação da cátedra Agostinho Neto da Universidade dos Estudos Roma, instituída em 2014, o que “muito nos honra como angolanos”.

Florêncio de Almeida reiterou o incondicional compromisso de continuar a trabalhar com a fundação, para que o exemplo de Agostinho Neto, enquanto homem de letras, médico, humanista, líder guerrilheiro e político, sirva de referência às gerações actuais e vindouras.

Poeta exímio e médico dedicado, Agostinho Neto distinguiu-se ainda na literatura internacional com a colecção de poesias que intitulou “Sagrada Esperança”, considerada por críticos literários um grito pela independência de Angola e da África. (portalangop.co.ao)

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