Isabel dos Santos compra maioria da Efacec. Grupo Mello fica na empresa

Isabel dos Santos (Foto: D.R.)
Isabel dos Santos (Foto: D.R.)
Isabel dos Santos
(Foto: D.R.)

O Grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves vão continuar como accionistas da empresa, passando a ter posições minoritárias. Angola tem em marcha um programa de investimentos no sector eléctrico.

Isabel dos Santos já fechou o acordo para a compra de uma posição maioritária na Efacec Power Solutions. O negócio implica um investimento de 200 milhões de euros e a empresária angolana irá ficar com 65% do capital da empresa.
Os até agora maiores accionistas da Efacec, o grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves, vão manter-se ligados à empresa, embora com participações minoritárias, soube o Negócios. Esta transacção deverá ser anunciada formalmente nos próximos dias.

O grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves detêm, cada um, 50% da Efacec Capital, ‘holding’ que controla a Efacec Power Solutions (EPS). Assim, será a Efacec Capital, liderada por João Bento, a alienar a posição de 65% da EPS, mantendo-se o grupo Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves com o capital restante. O grupo Mello, contactado, não quis comentar este acordo.

Em 2014, no âmbito de um plano de restruturação, a Efacec vendeu as subsidiárias Power Transformers, nos EUA, e Energy Service, no Brasil. Os últimos dados financeiros disponíveis sobre a situação financeira da Efacec referem-se a 2012, ano em que a empresa registou um prejuízo de 90,5 milhões de euros.

Esta operação marca a entrada de Isabel dos Santos numa nova área de negócios, a da engenharia e infra-estruturas de energia. A aquisição, além de manter a aposta na internacionalização da empresa, deverá também servir para que a Efacec aumente a sua presença em Angola, onde já prestou serviços nos domínios da engenharia, infra-estruturas de telecomunicações, transformadores e, aparelhagem eléctrica, tendo entre os seus clientes a Unitel, operadora de telecomunicações da qual Isabel dos Santos é accionista de referência.

Em Novembro de 2014, o Governo de Angola reestruturou o sector eléctrico, tendo criado três novas empresas, uma responsável pelos centros de produção, outra dedicada ao transporte de energia e uma terceira vocacionada para a sua distribuição. O Programa de Transformação do Sector Eléctrico de Angola, em marcha até 2017, prevê investimentos de 21 mil milhões de euros. (jornaldenegocios.pt)

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