Hungria desafia UE sobre imigrantes em meio à piora na crise

PM Viktor Orbán (DR)
PM Viktor Orbán (DR)
PM Viktor Orbán (DR)

Desafiando líderes da União Europeia antes de uma cúpula para lidar com a crise de refugiados, a Hungria suspendeu unilateralmente um programa de asilo da UE nesta terça-feira, dizendo estar sobrecarregada de imigrantes ilegais.

Após a Itália dizer que seus barcos resgataram 3.700 imigrantes no mar desde segunda-feira, e a Líbia ter ameaçado acção militar contra medidas da UE para evitar o tráfico humano, o governo do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, demonstrou frustração com as propostas sobre espalhar os imigrantes pelo continente. Ele se recusou a aceitar quaisquer imigrantes enviados para lá sob regulamentações da UE.

Líderes da UE debaterão um novo esquema na quinta-feira para realocar imigrantes que atravessam o mar Mediterrâneo e chegam à Itália e à Grécia.

A Comissão Europeia exigiu uma explicação imediata após a Hungria ter parado de aceitar estrangeiros que lá chegavam vindos de outros Estados do bloco, a fim de que seus pedidos de asilo fossem processados por Budapeste.

A medida, tomada por um governo que já vinha questionando Bruxelas sobre questões de direitos civis, foi visto como um desafio às Regulamentações de Dublin, que determinam que pedidos de asilo sejam processados no país da UE onde imigrantes chegaram ou pediram protecção primeiro.

Autoridades húngaras disseram que um plano da UE para aliviar o fardo na Itália e na Grécia não reconhece seus próprios problemas com cerca de 60 mil imigrantes que cruzaram as fronteiras da Hungria, a maioria deles de origem sérvia sem laços com o bloco.

Orban disse que uma proposta da Comissão para forçar Estados a aceitar uma cota de imigrantes “beira a insanidade”. (reuters.com)

por Alastair Macdonald e Krisztina Than

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA