Hospital Esperança controla mais de onze mil doentes com Vih/Sida

DIRECTOR DO HOSPITAL ESPERANÇA, MILTON VEIGA (Foto: Joaquina Bento)

Onze mil e 500 pessoas com Vih/Sida são controladas pelo Hospital Esperança, 95 porcento dos quais estão em tratamento, informou hoje, quarta-feira, o director da unidade sanitária, Milton Veiga.

DIRECTOR DO HOSPITAL ESPERANÇA, MILTON VEIGA (Foto: Joaquina Bento)
DIRECTOR DO HOSPITAL ESPERANÇA, MILTON VEIGA (Foto: Joaquina Bento)

O facto foi avançado à imprensa a margem do acto de entrega, ao Hospital Esperança, de 40 caixas de suplementos alimentares e de prevenção a malária, 40 cadeiras de rodas e dez pares de muletas canadianas, realizado na sede da Fundação Lwini.

Fez saber que o Hospital Esperança foi criado para poder comportar 2.500 utentes, tendo actualmente registados 25 mil utentes.

Esclareceu que há cerca de dois anos, foi criada uma metodologia de assumir a referência e tentar evitar as testagens voluntárias na unidade, para poder fazer com que a periferia que tem as instituições onde estão formatados os programas funcionassem de forma a dar credibilidade a população, para que nao ficassem focalizados no hospital.

Lembrou que existem serviços no nosso país e unidades com pessoas formadas para poder dar suporte aos doentes de Vih/Sida, pelo que actualmente fazem em média 14 testagens, onde cerca de cinco são positivos por dia, focados nas pessoas sintomáticas: mulheres grávidas, violações e crianças afectadas.

Essa definição, adiantou, foi bem conduzida para conseguirem fazer uma abordagem mais profunda e focada na pesquisa e investigação dos casos, estando a preparar condições para assumirem a referência da unidade dar suporte aos aspectos de alta complexidade que possam aparecer, garantido sempre a gratuidade de serviços: consultas, exames e o tratamento.

Nesta senda, garantiu que conseguem também manter os níveis de formação dos profissionais do hospital e de outras unidades do país para poderem responder melhor ao serviço.

Referiu que Angola assumiu que este compromisso de prevenção, tratamento e testagem de Vih/Sida vem das mais altas instância, pelo que têm podido responder sem rotura de stock e com alternativa de esquema para poderem garantir, de forma periódica, que os pacientes possam ser analisados e se houver necessidade de investigação seja feita para garantir resposta boa a todos os casos.

Informou que um dos grandes constrangimentos ainda é o problema social ou seja a forma como as pessoas aceitam ou não a sua condição, pois as pessoas ainda têm complexos e tabus devido a ignorânia de alguns aspectos da doença, lembrando que fazer ou não o teste tem que ser um acto voluntário e este tem sido o maior problema para se poder aceitar a condição de se estar infectado.

O Hospital Esperança, inaugurado a 02 de Março de 2004, para além de fazer consultas e oferecer medicamentos aos pacientes, dá também apoio psicológico e conselhos contínuos, bem como realiza visitas domiciliárias à pessoas vivendo com VIH/Sida aos fins-de-semana, estando vocacionado ao atendimento médico-medicamentoso, aconselhamento, capacitação de quadros de outras unidades que atendem casos dessa pandemia e consultas de adesão que assegura o sucesso da terapia e supervisão. (portalangop,co.ao)

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