Grupo de lesados protesta junto a balcão do Novo Banco no Porto

(Foto: Isabel Pacheco/RR)

Cerca de 25 lesados do BES estão concentrados à porta do balcão do Novo Banco na avenida dos Aliados, no Porto, dando início a uma vigília para mostrar indignação por não serem reembolsados.

(Foto: Isabel Pacheco/RR)
(Foto: Isabel Pacheco/RR)

“Vamos continuar a luta até nos pagarem. Vendam ou não [o Novo Banco], estaremos sempre à porta, porque está aqui o nosso dinheiro e fomos enganados”, afirmou à Lusa Rui Alves, um dos lesados presentes.

Com esta ação, os lesados pretendem reafirmar a força e não resignação, sendo sua intenção que a partir de hoje um pequeno grupo de pessoas continue a marcar presença naquele local com cartazes, em forma de protesto.

As instalações daquele balcão do Novo Banco foram encerradas, encontrando-se à porta cerca de cinco agentes da PSP.

Com bombos, apitos, um megafone e munidos de cartazes a pedir justiça, o grupo de lesados protesta, gritando: “A nossa causa é justa, vamos lutar por ela” e “Queremos as nossas poupanças”.

José Monteiro, também lesado, admitiu que “o desgaste é já grande”, começando “a desacreditar” que seja possível reaver o seu dinheiro.

“Sinceramente, as pessoas estão a perder a paciência. Começo a desacreditar, porque ao fim de tantos meses, de tanta luta ainda não há uma resposta”, lamentou.

Lembrando que o presidente do Novo Banco, Stock da Cunha, “disse que ainda não atirou a toalha ao chão”, José Monteiro defendeu que “se tem mesmo boas intenções e é o Banco de Portugal que não permite pagar, então deve demitir-se”.

Rui Alves acrescentou à Lusa que a Associação de Lesados e Indignados do Papel Comercial do BES vai realizar no dia 04 de julho uma assembleia-geral para discutir e aprovar “uma nova proposta a apresentar ao Novo Banco, ao Banco de Portugal e à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários”.

Sem adiantar pormenores, apenas disse que a reunião magna terá lugar em Minde, Alcobaça, distrito de Santarém.

Os lesados, com uma t-shirt amarela vestida com frases “Roubar é crime” e “Sejam honestos” inscritas a preto, prometem continuar o protesto à porta do Novo Banco nos Aliados até ao fecho do balcão.

Os lesados, que dizem ter perdido as suas poupanças, queixam-se de não terem sido bem informados do que estavam a comprar.

A 03 de agosto de 2014, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado ‘banco mau’ (um veículo que mantém o nome do BES e concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco. (noticiasaominuto.com)

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