Grécia aceita aumentar impostos e mudar aposentadorias para selar acordo

Reunião extraordinária em Bruxelas. (REUTERS/Emmanuel Dunand/Pool)
Reunião extraordinária em Bruxelas. (REUTERS/Emmanuel Dunand/Pool)
Reunião extraordinária em Bruxelas.
(REUTERS/Emmanuel Dunand/Pool)

A permanência da Grécia na zona do euro parece assegurada. Esta mudança de perspectiva se deve a nova proposta do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras. Em Bruxelas, a oferta de Atenas foi bem recebida, porém com cautela.

Considerada uma base sólida para as negociações, ambas as partes – credores e governo grego – sabem que um acordo nos próximos dias só será possível com muito trabalho. A tarefa mais urgente agora é evitar o default de pagamentos da Grécia no dia 30 de Junho.

E quais mudanças foram necessárias para se chegar a esse ponto de partida em direcção ao acordo? O governo grego ofereceu cerca de € 8 biliões em impostos mais altos e medidas de austeridade ao longo dos dois próximos anos.

Aumentos de impostos

Além disso, Tsipras está inclinado a aumentar o Imposto sobre Valor Agregado, o IVA, no sector de Turismo, reformar as aposentadorias precoces e criar um imposto especial para os ricos.

Foi um longo dia de negociações com o Eurogrupo, ministros das Finanças e líderes da zona do euro. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que a oferta é “um bom ponto de partida, mas que ainda há muito trabalho pela frente e o tempo é curto”.

Para evitar o calote a Grécia deve aceitar o prolongamento do actual programa de resgate. A Comissão Europeia estaria pronta a desembolsar € 35 biliões para o crescimento e emprego no país. Os detalhes deste pacote serão discutidos pelos ministros das Finanças da zona do euro, que se reúnem novamente na quarta-feira, véspera da Cúpula dos líderes europeus. (rfi.fr)

por Letícia Fonseca

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA