Governo palestino apresenta sua demissão

O premier palestino, Rami Hamdallah (Foto de BEAWIHARTA/POOL/AFP)
O premier palestino, Rami Hamdallah (Foto de BEAWIHARTA/POOL/AFP)
O premier palestino, Rami Hamdallah (Foto de BEAWIHARTA/POOL/AFP)

O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, apresentou nesta quarta-feira a demissão do governo de união ao presidente Mahmud Abbas, que o encarregou de formar um novo gabinete, indicou à AFP um colaborador próximo do dirigente palestino.

“Hamdallah apresentou sua demissão a Abbas e Abbas ordenou que ele forme um novo governo”, declarou Nimr Hamad, conselheiro político de Abbas.

Na véspera, Abbas anunciou a seu partido, o Fatah, que a renúncia do governo palestino aconteceria em 24 horas.

A renúncia pode abrir um período de incertezas ainda maior e a divisão, não apenas geográfica dos territórios palestinianos, parece cada vez mais pronunciada.

A demissão seria uma consequência das divisões dos movimentos palestinianos, apesar da reconciliação proclamada em 2014, e da incapacidade do governo de união nacional, formado para exercer sua autoridade na Faixa de Gaza.

Desde 2014, o movimento islamita Hamas não deu nenhum sinal verdadeiro de que cederia o poder que ele tomou à força na Faixa de Gaza após a quase guerra civil de 2007 com o Fatah, laico e moderado, de Abbas.

Após anos de rupturas, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), dominada pelo Fatah, selou sua reconciliação com o Hamas em 23 de Abril de 2014. O acordo instaurava um governo de transição, de “consenso nacional”, integrado por tecnocratas aprovados pelos dois movimentos.

De fato, a Autoridade Palestina, órgão provisório criado em 1994 como consequência dos acordos de Oslo para governar todos os territórios palestinianos, teve que se contentar em continuar governando a Cisjordânia, fisicamente separada da Faixa de Gaza pelo território israelita.

Abbas acusa o Hamas de manter um governo “paralelo” na Faixa de Gaza, e o Fatah aponta abertamente o movimento islâmico com o responsável por uma dezena de atentados contra veículos e residências de seus dirigentes no enclave.

Os dois movimentos também se acusam mutuamente pela falta de reconstrução da Faixa de Gaza. (afp.com)

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