“Gostaria de ver os socialistas europeus com uma posição mais firme”

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O Partido Socialista não tomou uma decisão comum sobre a situação grega mas muitos socialistas têm manifestado as suas opiniões.

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Os socialistas estão divididos entre as posições europeias e gregas, no que toca ao acordo que esteve em cima da mesa e às decisões posteriormente tomadas. Diversos responsáveis socialistas têm dado opiniões sobre a atual situação e as orientações têm-se mantido bastante distantes.

António Costa, no jornal digital do partido, escreveu ser “urgente substituir o confronto entre posições radicais por uma negociação construtiva” entre Grécia e instituições europeias. O líder do PS tem-se mantido numa posição central, em que defende a necessidade de pôr fim aos extremismos que têm sido apresentados em ambos os lados.

Em declarações ao jornal i, João Cravinho afirmou que “há um desprezo absoluto pela democracia. O FMI arroga-se do direito de dizer, dentro de cada país, quem deve ter maior carga”. “Nem a Inglaterra vitoriana, no auge do seu poder, ousou ser tão imperial como o FMI”, ironiza o socialista.

No mesmo sentido, Sérgio Sousa Pinto partilhou a sua opinião no Facebook, afirmando que “melhores ou piores as propostas gregas poderiam ter sido apresentadas por qualquer partido social-democrata ou democrata cristão”. O socialista aconselhou ainda os gregos a “fazer algo em que são reconhecidamente bons: sacudir o jugo externo.”

Manuel Alegre mostrou-se atambém descontente com as tomadas de posição dos socialistas europeus perante a Grécia. “Gostaria de ver os socialistas europeus com uma posição mais firme. Uma situação destas não pode ser abordada com posições meias-tintas”.

As posições dividem-se a nível nacional e internacional no partido socialista e não é tomada uma posição geral em relação à atual crise grega. (noticiasaominuto.com)

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