Futebol: Carlos Queirós defende atribuição de capital aos agentes

CARLOS QUEIRÓS - TÉCNICO DE FUTEBOL (Foto: Pedro Da Ressurreição)

O treinador de futebol Carlos Queirós advertiu para a necessidade de haver verbas a fim de os agentes desportivos implementarem, o mais urgente possível, as recomendações saídas da primeira conferência nacional de futebol, terminada este sábado, na capital do país.

CARLOS QUEIRÓS - TÉCNICO DE FUTEBOL (Foto: Pedro Da Ressurreição)
CARLOS QUEIRÓS – TÉCNICO DE FUTEBOL (Foto: Pedro Da Ressurreição)

Em declarações à Angop no último dia do encontro magno, o antigo técnico do Petro de Luanda disse ser de opinião que o Estado, por via do ministério de tutela, deve ajudar em grande medida, nesta fase crucial, os clubes, associações e outros agentes no aspecto social e financeiro.

“Se haver investimento, é possível pôr em prática. O problema também está no capital. As associações, a federação, as províncias estão descapitalizadas. Não têm políticas desportivas e tudo isso tem influência no desenvolvimento do nosso futebol”, sublinhou o coordenador do projecto de captação de talentos, desenvolvido pelo Petro, que numa primeira fase abrange Luanda, Namibe, Benguela, Lubango e Huambo.

Referiu ter chegado o momento de todos focarem-se nos objectivos, tarefas, meios e custos para salvar a modalidade, visto estarem identificados os males que a afectam, procurando adaptar todos os subsídios à realidade angolana.

Carlos Queirós prevê alguma dificuldade, na medida em que enumera um longo caminho a percorrer, desde a massificação, trabalho nos escalões jovem, elaboração de novas políticas, infra-estrutura aos recursos humanos.

“Nós já fizemos o diagnóstico, esse subsídio foi dado, agora vai depender. Essa é uma parte que foi administrada pelo Ministério da Juventude e Desportos, agora falta a outra, mais difícil, que é a prática”, disse, referindo-se a conferência em que, no final, se apresentou o plano nacional de desenvolvimento do futebol, sustentado por cinco pilares.

O documento assenta as bases na escola; clubes e academias; formação de agentes desportivos; meios de suporte ao desenvolvimento da modalidade; futebol, comunidade e futebol feminino.

Na sua óptica, o sucesso de tal plano passa por levar a modalidade ao encontro do cidadão, nas mais recônditas localidades do território nacional, a fim de inserir o mais número possível de praticantes e da quantidade procurar encontrar a qualidade desejada para o melhoramento e desenvolvimento do futebol angolano. (portalangop.coo.ao)

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