François Hollande boicota comemorações dos 200 anos da derrota de Napoleão em Waterloo

Encenação da batalha de Waterloo sob o comando de Napoleão Bonaparte faz parte das comemorações. (REUTERS/Yves Herman)
Encenação da batalha de Waterloo sob o comando de Napoleão Bonaparte faz parte das comemorações. (REUTERS/Yves Herman)
Encenação da batalha de Waterloo sob o comando de Napoleão Bonaparte faz parte das comemorações.
(REUTERS/Yves Herman)

A Europa lembra nesta quinta-feira (18) os 200 anos da Batalha de Waterloo, o célebre embate que determinou o fim do reinado do imperador francês Napoleão Bonaparte. Uma grande cerimónia no local da batalha, na Bélgica, reúne os reis da Holanda e de Luxemburgo, o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, além de autoridades belgas. François Hollande e Angela Markel optaram por enviar seus embaixadores como representantes, o que foi lamentado pelo primeiro-ministro belga, Charles Michel.

Nos bastidores, dizem que o governo da França não teria gostado da iniciativa belga de realizar grandes comemorações desta que foi, afinal, uma grande derrota nacional. Os 200 anos do combate são lembrados por uma série de festividades que começaram nesta quinta-feira e vão até domingo, todas no próprio campo de batalha, ao sul de Bruxelas.

No dia 18 de Junho de 1815, na cidade de Waterloo, que fica no sul da Bélgica, 125 mil soldados britânicos, alemães, holandeses e prussianos impuseram uma sangrenta derrota aos 93 mil soldados franceses, deixando 10 mil mortos e 35 mil feridos. Napoleão escapou para Paris, mas renunciaria ao trono apenas quatro dias depois. Ele morreria em 1821, prisioneiro dos ingleses na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul.

Descendentes se cumprimentam

Na quarta-feira, descendentes de militares franceses, ingleses e alemães se reuniram para celebrar uma reconciliação simbólica. Entre eles o Duque de Wellington – homónimo de seu famoso ancestral britânico -, além dos “príncipes” Nikolaus Blücher von Wahlstatt e Charles Bonaparte. Eles se cumprimentaram em uma cerimónia no castelo Hougoumont, que foi acompanhada pelo príncipe Charles, da Inglaterra, e sua mulher, Camilla.

Para os próximos dias, são esperadas 180 mil pessoas para assistir a espectáculos de fogos e a uma encenação baseada em obra de Victor Hugo, com milhares de figurantes e centenas de cavalos. (rfi.fr)

 

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