França pode oferecer asilo a Snowden e Assange, diz ministra

(REUTERS/ Stefan Wermuth)
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A França pode decidir oferecer asilo a Edward Snowden e Julian Assange, declarou nesta quinta-feira a ministra da Justiça francesa, Christiane Taubira.

Snowden, ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), continua na Rússia após revelar programas de ampla vigilância do governo dos Estados Unidos. Assange, fundador do site WikiLeaks, vive na embaixada do Equador em Londres há dois anos para evitar extradição à Suécia, onde promotores querem questioná-lo por supostos crimes sexuais.”Se a França decidir oferecer asilo a Edward Snowden e Julian Assange, eu não ficaria surpresa. É uma possibilidade”, disse Taubira a uma afiliada da CNN. A ministra enfatizou que a decisão não passa por suas mãos, cabendo ao primeiro-ministro e ao presidente do país.

Nesta semana, o WikiLeaks publicou documentos da NSA que revelavam que os últimos três presidentes da França foram vítimas de espionagem dos Estados Unidos e tiveram conversas telefónicas interceptadas.

Em um comunicado distribuído à imprensa na quarta-feira, o Conselho de Defesa da França afirmou que o país não vai tolerar “nenhuma acção que coloque em risco sua segurança e a protecção de seus interesses.””Estes fatos inaceitáveis já resultaram um esclarecimentos entre a França e os Estados Unidos”, declarou o Conselho de Defesa em 2013 e 2014. “Compromissos foram feitos pelas autoridades americanas. Elas precisam ser lembradas e respeitadas rigorosamente.”

O Presidente Barack Obama conversou com François Hollande na última quarta-feira e disse que desde 2003 os Estados Unidos “não estão espionando nem vão espionar as comunicações do presidente francês.”

Nesta quinta, o jornal francês Libération disse que a França deveria oferecer asilo a Snowden como resposta ao “desacato” americano em relação a seus aliados. Segundo Laurent Joffrin, editor do diário, a França estaria enviando “uma mensagem clara a Washington ao conceder um merecido asilo a este corajoso delator.” (sputniknews.com)

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