Feitiço à venda na zunga

(Foto: D.R.)
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Efeito rápido é a característica que as vendedeiras ambulantes atribuem, de forma unânime, ao “migosta” e ao pó da tala, por sinal, os produtos mais procurados pelos clientes.

O primeiro, um pau castanho, pequeno e mole, serve para facilitar a conquista de uma mulher, enquanto o segundo, pó verde ou castanho, quando misturado com outros, tem sido usado para provocar a tala, uma doença que se manifesta por inflamação contínua e apodrecimento da perna, do dedo, braço, ou pescoço, soube este jornal de algumas comerciantes.

“Mas a tala pode ser colocada em qualquer parte do corpo, porque também depende do membro que vai tocar primeiro no veneno”, disse a zungueira Bela, encontrada a comercializar os referidos produtos, na manhã de Sábado, 30 de Junho, nas imediações do mercado do Benfica.

Segundo ela, bastava o interessado mastigar o “migosta”, ao mesmo tempo que desenrolava a conversa com a pretendida, que esta se submetia a aceitar toda investida. O mesmo medicamento tem servido para acalmar os conflitos no lar, terminando sempre a favor das causas do usuário. Bela, que se recusou a mostrar o pó da tala, alegando que, para o efeito, era apenas intermediária e o mesmo só saia a dinheiro, exibiu o pau de conversa, também conhecido por muitos como Katchilinguitchimwe, um vocábulo da língua Umbundu, que, traduzido literalmente para português, significa «não faz nada».

A negociante explicou que o nome honra o efeito do mesmo. “Às vezes, querem-te tirar do trabalho, porque você estragou algo ou não está fazer bem as coisas. Quando vai lá conversar com chefe, a mastigar isso, como se fosse uma pastilha, ele vai-te entender e ficar bem simpático contigo”, assegurou Bela.

Questionada se nenhum dos seus clientes, alguma vez reclamou, sobre o efeito negativo de seus produtos, a senhora começou por dizer que já tinha compradores habituais, para depois contar um caso que considerou insólito.

“Como os meus melhores clientes são as pessoas que vão à praia, um dia apareceu uma jovem, para reclamar que o seu parceiro tinha desmaiado antes de se envolverem sexualmente, por causa do líquido ingerido”, narrou, sem poder evitar um sorriso receoso, tendo acrescentado que o indivíduo teria exagerado na dose.

Quanto às coincidências de utilização de que ouve falar, ela disse nunca ter acontecido com um dos seus fregueses, mas assegurou que, no caso de os dois usarem o mesmo medicamento, não fazia mal a ninguém, pelo facto de a intenção ser a mesma.

Em relação ao preço dos produtos, Bela declarou que nenhum se vendia mais de 500 Kwanzas, sendo o «migosta», pau de conversa orçados entre cem e 200. Curiosamente, as mulheres constituem a maior parte dos comerciantes destes produtos, conforme confirmou a entrevistada, que está nessa actividade há mais de três anos.

“É difícil um homem estar a vender isso, porque assim fica complicado os outros como ele comprarem o remédio”, esclareceu Bela, adiantando que, fora do mercado do Kwanza, tal actividade mercantil não se aconselhava em bancadas fixas. Quem detalhou em pormenores as razões desta dinâmica é NZunzi Makyadi, destacada próximo do mercado de São Paulo.

Ela alegou que a compra dos medicamentos normais é feita em qualquer lugar, mas os remédios de poder obedecem a um contacto em pontos estratégicos.

“Aqueles que já costumam a comprar sabem como fazer, aos novos, nós aconselhamos que nos encontrem num lugar escondido, para dar as orientações com calma, porque, se ele falhar, fica prejudicado”, revelou NZunzi Makyadi, tendo adiantado que as vendedeiras têm necessidade de “zungar”, por causa da entrega de produtos encomendados. Há cinco anos no ofício, a interlocutora desta reportagem informou que os medicamentos mais comprados são o mbrututo e o nzolamiongo ou tangawisse, que servem para curar febre-amarela, tifóide, dor na coluna e para aumentar a potencia sexual. Por serem muito populares, às vezes, são usados para conseguir outros medicamentos de poder.

“Há pessoas que vêm pedir esses remédios, mas quando lhes damos, eles dizem que precisam do mais forte, então já ficamos a saber que querem outras coisas”, revelou NZunzi, adiantando que uma das fórmulas era saber se quem estava doente era o pai ou a mãe.

A invocação dos progenitores como enfermos é um código para saber se a solicitação é para conquistar uma rapariga ou ter um lugar de destaque, no posto de trabalho.

Deambulando pela vila de Viana, na tarde de Segunda-feira, 1, Francisca Cinquenta, dirigia-se à casa de um cliente, a fim de proceder a entrega de uma encomenda.

“Ele ligou-me na Sexta-feira passada, eu estava no Seles, Kwanza Sul, e pediu para lhe trazer o pó dos banhos”, referiu a senhora, sem querer entrar em pormenores.

Tratava-se de um cliente, também comerciante cujo negócio estava muito tempo sem clientela, por isso precisava reforçar os banhos, segundo informou Francisca Cinquenta, para quem a culpa do insucesso residia no próprio, que havia abandonado os banhos, depois dos primeiros lucros. As zungueiras dos chamados medicamentos tradicionais adquirem-nos no mercado do Kwanzas, onde, normalmente, possuem uma mestra, que lhes confere todo ensinamento para poderem orientar seus compradores.

‘Não sou feiticeiro’

ProfetaPor causa de curas difíceis e algumas libertações de espírito malignos que Mwanza Pedro Miguel de 36 anos de idade ou simplesmente Profeta Abraão é confundido como feiticeiro.

Alguns pensam que sou curandeiro, eu sou um profeta enviado por Deus para libertar as pessoas do mal”, relatou o Profeta Abraão, informando que, antes de se converter, em 2010, ganhava dinheiro como engenheiro mecânico, especialmente da marca de automóvel alemã BMW.

“Foi em 2010, quando muitos profetas rezavam para mim para subir ao monte, mas eu estava teimoso e preso no negócio, no vício do dinheiro, então o profeta Chamahimi, pertencente à Missão Evangélica de Reconciliação em Angola (MISSERA) me disse que poderia passar mal caso desse as costas a Deus”, descreveu o então crente irregular da MCVV, Missão Mundial Caminho, Vida e a Verdade.

Mwanza Miguel, que considera o conversor, como seu pai da fé, sublinhou que as doenças, contraídas por causa da sua teimosia, o obrigaram a subir ao monte, onde esperava a penas a morte.

“Mas aqui comecei a encontrar a cura, arrependi-me e comecei os trabalhos de sacrifício, onde fiz quase cerca de três anos, tendo ascendido, depois, a categoria de profetizador”, detalhou.

O Profeta Abraão que garantiu curar apenas por via de oração e outros rituais de culto, divulgou, que até à data, não tinha desconseguido nenhum paciente. Por isso, apelou aos atormentados por doenças e espíritos estranhos para subirem ao monte do campo de golfe.

Tratamento à disposição do cliente

CapturarPara confirmar o poderio do tão referenciado local de origem dos medicamentos, O PAÍS dedicou, Terça-feira, 2, uma ronda na secção de venda destes remédios, onde registou a exposição de uma grande quantidade e variedade dos mesmos, muitos desses já vistos na rua.

Neste local, o acesso à informação das espécies e seus efeitos reservam-se aos compradores com dinheiro em mão, entretanto, aproveitando a entrada, em cena, de um necessitado, esta reportagem conseguiu perceber que, além dos medicamentos expostos, existem em casas muito próximas das barracas, departamentos de cura e outros tratamentos.

“Mano, está a precisar de alguma coisa”, questionaram as vendedeiras que, ante ao silêncio do questionado, concluíram que o cliente estava a procura de outros serviços.

“Não há problema, ele quer conversar, chamem a mamã grande”, recomendaram as senhoras que insistiam ler o consentimento do freguês, através do seu silêncio.

Alguns minutos depois, chegou uma idosa, que aparentava ter entre 50 e 60 anos de idade. Foi apresentada como quimbandeira e ela concordou, tendo-se apressado a convidar o jovem a entrar numa farmácia tradicional e, logo a seguir, num quarto mais reservado, aonde se projectaram também os repórteres deste jornal, até então entendidos como amigos do necessitado.

O cidadão pretendia ascender na vida, pelo que a velha retirou da farmácia um pacote de origem nigeriana contendo um pó, cujo nome descrito é Seven Power e com o número sete repetido sete vezes.

“Este é para colocar na água e tomar banho, de manhã cedo e à tardinha, depois pede o que você quiser”, orientou a velha, perguntando ao candidato, se queria cumprir a primeira doze aí.

Outras propostas que respondiam as pretensões do comprador, como perfume e sabonete, foram apresentadas, mas este optou por comprar o Seven Power, o qual aceitou colocar à disposição desta reportagem para um registo fotográfico.

“Se é dinheiro que você quer ou sorte na vida, tudo requer fazer o banho com o pó e pedir”, lembrou a senhora, antes de perder de vista o aflito.

Embora se tenha recusado a falar sobre as razões das suas decisões, deixou escapar que estava muito frustrado na vida.

Sobre a tala, a senhora limitou-se a dizer que só tinham medicamentos para curar e não para provocar, mas um dos indivíduo que acompanhava a conversa, prontificou-se a mostrar, sob condição de ficar no anonimato.

“Está aí, é esse pó verde, disse o voluntário, apontando, com o dedo em riste, a uma substância cuja cor se confundia mais com um castanho, colocado de forma oculta.

Dona Inês e Maria lideram as vendas no mercado do Kwanzas, por serem as mais antigas no ofício.

Contactadas, confirmaram o poder de todos medicamentos referenciados nessa reportagem.

“Não vale apenas duvidar, isso tem poder e consegue tudo que cada um sonha”, disseram laconicamente as vendedeiras, que aumentaram, na colecção, o mubafu, jipepe, missani e Mpemba.

Poder de sedução acaba no monte

Depois de, muito recentemente, ter salvado Linda de uma tala maligna na perna direita, o profeta Abraão cujo acampamento se encontra no morro do campo de Golfe, bairro Benfica, recebeu a Abigawell Kyaku, de apenas 17 anos de idade, três dos quais dedicados a seduzir homens de níveis médio e alto.

“As sereias falaram-me que tenho um poder dentro de mim, uma força de seduzir os homens e foi isso que aconteceu desde os meus 14 anos até esta semana que a minha mãe me trouxe no monte”, contou a …., que confessou sentir-se livre de toda envolvência de coisas estranhas na sua vida. De acordo com ela, tudo começou quando um dos seus familiares recorreu a um feiticeiro para subir na vida e este lhe condicionou a arranjar um bode expiatório para trabalhar inocentemente em prol da causa.

“De repente, comecei a interessar-me por tatuagens e fiz uma codificada no braço, para servir de atracção e outra de um desenho de borboleta, na bunda. Afinal era também por via disso que os espíritos me tomavam a deslizar um charme irresistível”, disse a menina, que não se lembra de ter menos de cinco namorados, em cada uma das quatro etapas.

Ela contou que os candidatos disputavam entre si, ao ponto de lutarem uns contra os outros, mas obedeciam sempre a uma agenda por si determinadas. Instada a responder se tais relações envolviam relações sexuais, ela confessou dizendo que era mesmo por causa disso que os homens se prendiam a si, tendo realçado que, às vezes, o acto acontecia com pessoas que já tinham falecido.

Hoje, no monte, a menina recebe, constantemente, telefonemas dos reféns, confessando-lhe que não podiam viver sem ela, uma tendência testemunhada por O PAÍS, no dia desta reportagem.

Finalmente, revelou que pertencia a um grupo de mais de 25 rapazes com esse fenómeno, incluindo alguns homossexuais, que actuavam um pouco por toda parte da cidade de Luanda.

Mulheres usam ‘migosta’ para prender homens

migostaA suspeita de que o seu segundo filho está a ser vítima da submissão sob efeito de ‘migosta’ surge quando a senhora Helena, de 53 anos, entendeu a falta de importância que o mesmo dava à família (pai e mãe). Depois de se ter casado com a jovem que a nossa interlocutora acusa de feiticeira, o seu filho – que pediu para não citar o nome – mudou completamente.

O filho mais querido de Helena depois de se ter casado nunca mais a visitou, nem mesmo quando adoece e poucas vezes liga para conversar com ela. “O meu filho foi cozinhado, porque não é normal a atenção exagerada que ele dá à esposa e a ignorância/desprezo que dá à família”, disse ela.

Consequentemente, pelo que nos conta, a nora não consegue encarar a sogra e além de proibir o marido de a visitar tem feito o mesmo com o neto de Helena. Muitas vezes, a nossa entrevistada tentou alertar o seu filho da maldade que está a passar, mas este fez ouvido de mercador. Por isso, disse, “a única solução que me tem restado é rezar”.

Por conhecer bem o filho e por saber que ele não é de obedecer a uma mulher como tem obedecido a actual, Helena descobriu o feitiço. Coisas como “não cozinhar ou lavar roupa por simples capricho, ir a festa com as amigas e dormir fora, só permitir visitas ligadas a família da mulher, ele aceita porque foi cozinhado”, conta.

Dada a experiência de vida que tem, Helena acredita que muitos são os homens que estão nessa situação, uma vez que ultimamente tem sido difícil para muitas mulheres encontrar bons homens. E como todo mal sempre vem à tona, “dos casos que presenciei, acabaram em separação, desprezo ou intrigas entre à família”, sublinhou.

À venda na praça e na rua

Entretanto encontrar vítimas do ‘migosta’ que queiram falar é uma tarefa difícil, mas o certo é que tal prática tem sido comum e se propagou com a venda descontrolada de medicamentos naturais na rua.

Em estado líquido (perfume) ou sólido (raiz/pó) o produto é comercializado com a designação de ‘migosta’ e tem o efeito único, segundo as vendedoras, de “prender o homem, fazer com que ele não tenha olhos para mais ninguém e obedece à tudo”. Embora seja um produto que também funciona quando o homem usa contra a mulher, os maiores clientes têm sido os do sexo feminino.

Não há sigilo na altura da compra, pois a nossa equipa de reportagem conseguiu ter acesso à (quase) todos os tipos de ‘migosta’. Com intuito de que queria engatar uma moça que se estava a fazer difícil, o nosso repórter comprou da bancada de Nsimba, no mercado do Palanca, o “Parfum D’amour”(perfume de amor) – vulgo ‘migosta’, a preço de 1000kz.

O referido produto, segundo a vendedora, é de origem congolesa e não falha quando bem usado. Tal como diz as instruções contidas no invólucro, que foram reforçadas pela vendedeira, deve ser usado como um perfume normal e é a partir do seu cheiro que a parceira(o) se vai apaixonar. Além de usar como perfume, segundo as informações em francês, o ‘migosta’ pode ser misturado com outros produtos de beleza ou com a água de banho. Na bancada de Nsimba há vários tipos de ‘migosta’ e o que mais as mulheres têm comprado é o “Parfum de Domination” (perfume de domação).

O perfume de domação é o ‘migosta’ mais forte, “as mulheres são as que mais compram, porque querem ter o controlo sobre os seus maridos, principalmente aqueles que gostam de gastar o salário todo na rua”, disse Nsimba. Garantiu que nenhum daqueles perfumes provoca efeitos colaterais e apesar do preço (1000kz), é credível.

“Muitas clientes, depois de acabar o perfume, vêm comprar novamente e não tenho ouvido reclamações. Além desses dois, temos também o Zacalale – um pó que põe-se na comida e é também um tipo de ‘migosta’ – custa 1300, por ser do Níger”, explicou a nossa interlocutora.

‘Migosta é um mito’

migostaLembra-se que quando entrevistamos Charlebois Poaty, numa reportagem publicada nas edições 312 e 313, aquele que diz ser mestre em espíritos, enfatizou que existem 35 fórmulas para resolver os problemas dos casais no seu consultório, dentre as quais a amarração amorosa, magia do amor e magia amorosa.

Intitulando-se como o melhor quimbandeiro de Angola, quando perguntado sobre o número de pessoas que diariamente procuram os supracitados serviços, respondeu que o seu consultório tem estado ‘abarrotado’ principalmente de jovens com idades compreendidas entre 18 a 25 anos. “Essas jovens vão mais para amarrar homens casados”, realçou, tendo abonado que o produto conhecido como ‘migosta’ é um mito, uma vez que “tudo que é comprado na rua não tem poder espiritual, pois o espiritualismo não actua quando se tem pendor comercial”.

Como nos conta, a sua amarração – que não deve ser confundida com o uso de ‘migosta’ – é acompanhada de vários rituais místicos, como por exemplo, “ter de amarrar o homem ou mulher na beira do mar”, conta o seu principal e mais usado ritual de amarração.

“Um pano vermelho, com o qual a mulher limpa e deixa secar o sangue da menstruação e coloca por baixo da almofada do marido, faz com que ele fique bobo. O marido pode ser cuspido na cara, pode ser chamado nomes, pode encontrar a mulher a relacionar-se com outro homem e não se zanga”, conta que esse tipo de tratamento que caracteriza como agressivo acontece na “Magia Negra” – algo que apenas conhece e não pratica.

O custo varia de 100 a 10.000kz

O conjunto de pau e óleo ‘migosta’ que encontramos na praça do Kwanzas, cuja vendedora disse que é o melhor, custa 10.000kz. Reclamamos o preço alegando que estava caro, uma vez que na rua encontramos a um preço mais baixo, a senhora disse que as zungueiras não sabem o que vendem.

Na bacia verde da vendedora ambulante Bela, que actua na zona do Benfica, encontramos o pau ‘migosta’ a ser comercializado a preço de 100 kwanzas, e que deve ser mastigado. Na bancada de Nsimba, no Palanca, encontramos também, além dos produtos citados acima, o óleo e perfume “Fais Ce Que Je Dis” (faz o que eu digo) a 1000kz.

O ‘migosta’ usado na comida “Eat with Chicken” (comer com frango) a 1200kz e “Mai Zakara” (um galo), proveniente do Níger, a 1300kz – este último tem as instruções escritas em haúça sublinhando que o produto deve ser cozinhado com galinha/frango, fígado, carne ou colocado no molho.

‘Usar isso traz problemas sérios ao parceiro’

Gaspar SalvadorFazendo um enquadramento do assunto, o pastor e também orientador de casais da Igreja Josafat, Gaspar Salvador, disse que hoje a nossa sociedade enfrenta o problema da existência de pessoas que recorrem meios místicos para alcançar os seus objectivos, aliás “a própria bíblia fala disso, que existem ciências mágicas, referindo-se a umbanda, a bruxaria, o candomblé, etc., todos são usados para alcançar um objectivo”.
Segundo o nosso entrevistado a bíblia testifica as consequências desses caminhos no Deuteronómio 18, 10. “Tais práticas que citei produzem mortes, desequilíbrio social, pobreza, desintegração da família. Quem usa artes mágicas para ficar com alguém estará a criar problemas muito sérios a esta pessoa”, alistou.

Por estar a obrigar alguém a fazer aquilo que não quer, para o dirigente religioso é uma manipulação e constitui um crime. Para resolver os problemas que os casais e as famílias hoje enfrentam é fundamental saber a origem. “Muitos casais hoje casam-se sem saberem o real conceito de casamento ou de formação de família, por isso a transmissão dos conceitos bíblicos de família e casamento é importante”.

A falta de conhecimento tem sido uma das causas principais desses problemas que os casais enfrentam. Em Efésios 5, 22 vem definido o papel da esposa e do marido e as suas responsabilidades no lar, há necessidade, segundo o orientador, de os casais terem contacto com esses conhecimentos e tenham boa vontade em acatar.

A infidelidade, a má interpretação da hierarquia na família e violência doméstica são alguns dos principais problemas registados no lar. Tais problemas podem ser resolvidos com o diálogo e interesse em recuperar a felicidade, o amor, a paixão e o respeito. São aspectos como esses que devem ser trabalhados todos os dias para que o casamento seja possível e o exemplo deles sirva para a sociedade.

“Quando as vendedoras dizem que é uma forma de prender o homem, isso é errado. Todos nós temos direitos e deveres que devem ser respeitados e cumpridos. Onde há amizade, verdade, respeito e companheirismo não há necessidade de o parceiro fazer o uso de ‘migosta’, porque cada um sabe o que (não) deve fazer no casamento”, reforçou.

A vítima destes produtos, segundo o líder, fica desestruturado fisicamente e por conseguinte afectar a família. A igreja deve continuar a fazer o seu trabalho, pois tem trago uma mensagem positiva à respeito do matrimónio.

Recomendações: denunciar as práticas negativas e promover as positivas nos casamentos; trabalhar em torno do aconselhamento para que o divórcio não se propague e o entendimento prospere nos relacionamento. (opais.ao)

Por: Alberto Bambi e Romão Brandão

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