Fábrica de montagem de viaturas pode empregar 500 trabalhadores

A montagem de viaturas ligeiras na Zona Económica Especial Luanda-Bengo resulta de uma parceria sino-angolana. (Foto: D.R.)
A montagem de viaturas ligeiras na Zona Económica Especial Luanda-Bengo resulta de uma parceria sino-angolana. (Foto: D.R.)
A montagem de viaturas ligeiras na Zona Económica Especial Luanda-Bengo resulta de uma parceria sino-angolana.
(Foto: D.R.)

Resultante de uma parceria luso-angolana a Super Palanca vai montar viaturas ligeiras e pesadas conforme estabelece o contrato assinado na Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP).

A Zona Económica Especial Luanda Bengo conta, dentro de três anos, com novas fábricas, uma de montagem de viaturas, outra ligada à indústria siderúrgica e uma terceira de congelação e conservação, a ser instalada em dois anos na Barra do Dande, província do Bengo.

A empresa Super Palanca, uma parceria entre empresários de Angola e da China, é que vai montar viaturas ligeiras e pesadas em Angola, de acordo com o contrato assinado na passada semana com a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP).

O contrato com a Anip, no valor de nove milhões de dólares, garante que a empresa tenha benefícios fiscais no seu projecto de construir uma fábrica, que deverá entrar em funcionamento dentro de três anos, para montar viaturas ligeiras e pesadas no país.

A fábrica prevê criar mais de 200 postos de trabalho, prevendo aumentar o número para 500 trabalhadores, numa segunda fase.

A representante da empresa, Fiona Nitpyun, afirmou que dentro de três anos a fábrica fica pronta e vai ter capacidade para montar viaturas ligeiras e pesadas.

Os projectos assinados estão na sua maioria concentrados em Luanda e no Namibe. A prestação de serviços lidera a lista com dez contratos, seguida pelo comércio com sete e a indústria com três.

Maria Luísa Abrantes referiu que a prestação de serviços na área de logística tem uma grande importância no sector económico, por alavancar outras áreas, como a agricultura e a indústria transformadora.

Na mesma ocasião, a Anip assinou um outro contrato com a empresa Migabe Robona para a transformação de sucata em aço, sendo que a unidade de siderurgia será construída na Barra do Dande, província do Bengo, para entrar em funcionamento dentro de dois anos e vai criar 400 postos de trabalho.

A presidente da Anip, Maria Luísa Abrantes, assinou mais um contrato com a empresa Friviana, uma parceria entre empresários de Angola e de Portugal, que pretende produzir arcas congeladoras e frigoríficos em Angola.

Ao todo, foram assinados contratos de investimento privado com 20 empresas que se propõem aplicar 42 milhões de dólares em diversos projectos em Angola.

As empresas que rubricaram os contratos com a Anip estão ligadas aos sectores do comércio, indústria, prestação de serviços e construção civil.

Após a assinatura dos contratos, a presidente do Conselho de Administração da Anip, Maria Luísa Abrantes, disse que a maioria das empresas que assinaram os contratos tem a sua actividade concentrada em Luanda, por dispor de melhores infra-estruturas em relação às outras províncias.

Para que os projectos não continuem a ser direccionados apenas para Luanda, Maria Luísa Abrantes disse que o Governo tem políticas viáveis, como incentivos fiscais que constam na Lei de Investimento Privado e outros que constam no novo código fiscal, para promover o investimento privado nacional.

Contudo, 3, 7 il milhões de kwanzas é o valor global de nove contratos assinados no mês passado Anip, que estipulam que os contratos de investimentos deverão ser efectuados nas áreas do comércio prestação de serviços e indústria, nas províncias de Luanda, Bengo e Benguela (Lobito).

Maria Luísa Abrantes rubricou os acordos pela sua instituição ao passo que na contraparte assinaram as empresas Sogester, Sonimech, KB-Agroi, Fabrialimentos, Brasáfrica, Jotun Angola, Rignet Angola, Huanquiu Su e Angata. (jornaldeeconomia.ao)

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