EUA: Projecto de zona de livre comércio defendido por Barack Obama é vetado

Bloqueio da zona de livre comércio é derrota simbólica de Barack Obama. (REUTERS/Kevin Lamarque)
Bloqueio da zona de livre comércio é derrota simbólica de Barack Obama. (REUTERS/Kevin Lamarque)
Bloqueio da zona de livre comércio é derrota simbólica de Barack Obama.
(REUTERS/Kevin Lamarque)

A Câmara de Representantes do Congresso norte-americano bloqueou nesta sexta-feira (12) a lei que concedia ao presidente Barack Obama amplos poderes para concluir um extenso acordo de livre comércio com países do Pacífico. A medida é vista como uma derrota simbólica para o chefe da Casa Branca, que tentava aprovar o texto antes do final de seu mandato, em 2017, e viu o texto ser rejeitado pelos membros de seu próprio partido.

O TPA (Trade Promotion Authority), que reuniria os países em torno do oceano Pacífico, era uma dos mais ambiciosos projectos comerciais de Barack Obama. Segundo especialistas, a zona de livre comércio, que abrangeria 11 nações, como Japão, Coreia do Sul, México, Chile e Peru, representaria quase 40% das trocas globais.

O projecto já havia passado pelo Senado, mas contava com a resistência principalmente dos Democratas, que defendem ideias mais proteccionistas. Muitos dos representantes do partido de Obama temem que a abertura das fronteiras comerciais provoque o fechamento de fábricas no território norte-americano.

A maior central sindical dos Estados Unidos, a célebre AFL-CIO, também havia se mobilizado contra o processo e lançou esta semana uma campanha agressiva pelo bloqueio do projecto.

Obama tentou convencer Democratas até o último minuto

O presidente fez nesta sexta-feira um último esforço junto ao Congresso para tentar garantir a aprovação da lei. Faltando algumas horas para a votação, Obama fez uma visita surpresa ao Capitólio para convencer os legisladores de seu próprio partido de que o acordo comercial não prejudicaria os empregos do país.

A decisão da Câmara de Representantes é um golpe duro para o presidente, que transformou o livre comércio em uma das prioridades económicas de seu governo actual. Obama pretendia validar o projecto antes do final de seu mandato, em Janeiro de 2017.  (rfi.fr)

(com informações da AFP)

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