EUA: FBI pede ao Congresso mais poderes contra jihadistas

O subdiretor da divisão de contraterrorismo do FBI , Michael Steinbach, em Washington, DC, no dia 3 de junho de 2015 (Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)
O subdiretor da divisão de contraterrorismo do FBI , Michael Steinbach, em Washington, DC, no dia 3 de junho de 2015 (Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)
O subdiretor da divisão de contraterrorismo do FBI , Michael Steinbach, em Washington, DC, no dia 3 de junho de 2015 (Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)

O FBI alertou congressistas americanos nesta quarta-feira para a dificuldade de se monitorar comunicações entre simpatizantes do Estado Islâmico (EI) encriptadas on-line e pediu a adopção de novas leis que obriguem as empresas de tecnologia a decifrar qualquer mensagem trocada entre jihadistas.

Com frequência, o EI movimenta conversas confidenciais on-line sobre possíveis ataques para um “espaço negro” encriptado, fora do alcance dos métodos de vigilância dos EUA, advertiu o subdirector da divisão de contra-terrorismo do FBI (a Polícia Federal americana), Michael Steinbach.

Comunicações encriptadas “proporcionaram uma zona livre, pela qual recrutam, radicalizam, tramam e planeiam”, declarou Steinbach ao Comité de Segurança Interna da Câmara de Representantes.

Ele afirmou que a situação é “preocupante” e reconheceu que as agências americanas não sabem o volume de mensagens escondidas on-line.

“Em alguns casos, não vamos para o escuro, já estamos lá”, advertiu.

O presidente do Comité, Michael McCaul, classificou o problema como “uma tremenda ameaça à nossa pátria”.

O representante do FBI pediu ao Congresso que conceda novos poderes às agências de aplicação da lei, que lhes permita obter acesso a comunicações encriptadas on-line – tanto no caso de mensagens armazenadas em arquivos, como no de mensagens em tempo real.

“Sugerimos e imploramos ao Congresso que nos ajude a buscar soluções legais para isso”, afirmou, acrescentando que o governo também “está pedindo às empresas para fornecerem soluções tecnológicas” para lidar com essa ameaça.

Grupos de defesa das liberdades civis se opõem a medidas nesse sentido, mas Steinbach insistiu, em seu testemunho, em que a privacidade dos cidadãos não ficará em perigo.

“Não estamos falando de técnicas de vigilância em larga escala”, esclareceu Steinbach, explicando que as autoridades americanas ainda precisariam de autorização da Justiça e teriam de justificar o motivo da necessidade de vigilância.

As declarações de Steinbach foram dadas durante uma audiência intitulada “O terrorismo tornou-se viral” e dedicada às implicações de um ataque cometido no mês passado, em Garland, no Texas. Nele, um homem armado, inspirado pelo EI nas medias sociais, atacou um concurso de charges de Maomé.

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