Diplomata angolano animado quanto à cooperação com Moçambique

Embaixador angolano em Moçambique, Brito Sozinho. (Foto: Angop)

Maputo – O embaixador angolano em Moçambique, Brito Sozinho, manifestou-se hoje (quarta-feira), em Maputo, confiante no fortalecimento e numa maior diversificação da cooperação com Angola no próximos anos.

Embaixador angolano em Moçambique, Brito Sozinho. (Foto: Angop)
Embaixador angolano em Moçambique, Brito Sozinho. (Foto: Angop)

Brito Sozinho manifestou esta confiança quando falava à imprensa no quadro das festividades dos 40 anos da independência deste país do índico (a assinalar-se a 25 de Junho) e para as quais a delegação angolana será chefiada pelo vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, em representação do estadista angolano, José Eduardo dos Santos.

De acordo com o embaixador Brito Sozinho, os dois estados têm relações que datam de algum tempo, “elas são boas e vão no caminho da excelência, estando por isso os dois países a cooperar em vários domínios, como ensino, cultura, antigos combatentes, entre outros”.

Explicou que as relações tiveram início em 1978, quando os presidentes Samora Machel (Moçambique) e Agostinho Neto (Angola) encontraram-se e assinaram o Acordo Geral de Cooperação.

Desde esta data, explicou, são passados 37 anos dai ter havido um encontro, em 2014, para a revisão de toda esta cooperação entre os dois países. “Houve um encontro em Nova Iorque, em Setembro, aquando da reunião da Assembleia Geral da ONU, onde os dois ministros responsáveis palas áreas da diplomacia encontraram-se e fazerem a revisão do estado das relações”.

Neste sentido, acrescentou, decidiram a assinatura de um acordo para a supressão de vistos em passaportes diplomáticos e de serviços, que já está em vigor, enquanto a parte relativa aos passaportes normais ainda se encontra em discussão.

Dai que a cooperação entre Angola e Moçambique tem caminhado bem, faltando apenas a implementação de alguns acordos que ainda não estão a ser cumpridos.

De acordo com o diplomata, actualmente, as trocas comerciais entre os dois países ainda não são muito significativas.

“Sabemos que há angolanos que estão interessados em investir em Angola, mas ainda não há nada de substancial, portanto, estamos a trabalhar no sentido de que as coisas andem melhor”, ressaltou.

Enquanto isto, referiu, no domínio financeiro, Angola e Moçambique já têm cooperado, mas ainda não é aquilo que deveria ser, dai que tanto a parte angolana como a moçambicana têm estado a trabalhar para que as coisas evoluam para melhor.

“A nossa cooperação com Moçambique deveria ser mais forte como temos com alguns países, mas ai também depende de como, onde e em que domínio podemos incrementar esta cooperação”, acrescentou.

Deu ainda a conhecer que, em média, entre 60 a 70 pedidos de visto são solicitados semanalmente na representação diplomática.

Já em relação à comunidade angolana neste país, o embaixador Brito Sozinho disse que não é muito grande, uma vez que o número identificado e registado ronda entre os 60 a 70 angolanos.

Questionado sobre a forma como as autoridades angolanas encaram o cenário político moçambicano, o diplomata disse estar confiante de que os moçambicanos saberão resolver este problema. “Até agora as coisas estão mais ou menos calmas, apesar de na semana passada se terem registado algumas escaramuças numa das províncias, mas acho que o governo moçambicano está a controlar bem a situação”, afirmou. (portalangop.co.ao)

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